Petróleo Hoje 09/03/2026: Preço do petróleo quase bate US$ 120: o que está acontecendo no Oriente Médio e por que isso pode mexer no preço da gasolina no mundo todo
O preço internacional do petróleo voltou ao centro das atenções do mercado global nesta segunda-feira, depois que a cotação do barril chegou perto de US$ 120 durante a madrugada. A alta ocorre em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio e à interrupção de rotas estratégicas de transporte de petróleo.
O movimento foi rápido. Contratos futuros da commodity abriram a semana com forte valorização e chegaram a subir mais de 16% antes de recuar parcialmente nas primeiras horas da manhã.
O barril do Brent, referência global para o preço do combustível, chegou a US$ 119,50 durante a madrugada. Já o WTI, referência do mercado americano, também avançou e atingiu US$ 119,43 na abertura dos negócios.
Escalada do conflito pressiona mercado de energia
A disparada do petróleo está diretamente ligada à situação no estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte global de energia. A região funciona como corredor para cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no planeta.
Com a determinação do Irã que afeta o movimento de navios na área, o fluxo de embarcações passou a enfrentar interrupções, o que elevou rapidamente o temor de falta de oferta no mercado internacional.
O estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica energética mundial, e qualquer interrupção costuma provocar reações imediatas nos preços do petróleo.
O efeito foi quase instantâneo nas negociações internacionais. A expectativa de redução no fornecimento levou investidores e operadores a elevar os contratos futuros da commodity.
Mercado reage com volatilidade
Depois do salto registrado na madrugada, as cotações passaram por um ajuste nas primeiras horas do dia.
O Brent, que havia disparado, passou a operar em queda de cerca de 3,6% durante a manhã, refletindo uma combinação de realização de lucros e novas informações sobre possíveis medidas para aliviar a pressão sobre a oferta global.
Entre as iniciativas discutidas estão ações coordenadas entre governos e organismos internacionais.
- Discussão entre países do G7 sobre uso de reservas estratégicas
- Possível liberação de estoques emergenciais de petróleo
- Oferta adicional de petróleo bruto por produtores do Oriente Médio
Segundo informações divulgadas pelo Financial Times, países do G7 e a Agência Internacional de Energia estudam liberar reservas de emergência para tentar estabilizar o mercado.
Produtores também revisam estratégia
Enquanto governos discutem medidas emergenciais, países produtores já começaram a ajustar suas operações diante da nova situação logística no Golfo.
Iraque e Kuwait anunciaram redução de produção em razão das dificuldades de transporte e armazenamento geradas pela interrupção da rota no estreito de Ormuz.
Há expectativa de que outros produtores relevantes, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, também adotem medidas semelhantes caso o cenário de restrição de transporte continue.
| Indicador | Valor registrado |
| Brent (referência internacional) | US$ 119,50 na madrugada |
| WTI (referência americana) | US$ 119,43 na abertura |
| Variação inicial | Alta de até 16,77% |
A volatilidade do petróleo voltou a lembrar investidores de um padrão antigo do mercado: quando conflitos geopolíticos atingem rotas estratégicas de energia, os preços tendem a reagir primeiro e perguntar depois.
Enquanto autoridades discutem liberação de reservas e produtores avaliam ajustes na oferta, o fluxo de navios no estreito de Ormuz continua sob monitoramento do mercado internacional.














