Milena chorou após receber uma punição gravíssima no BBB 26 e, horas depois, revelou a colegas de confinamento que havia sido aconselhada por sua psicóloga a não entrar no programa, após uma suspeita de diagnóstico psiquiátrico que acabou não sendo fechado antes do reality.
A conversa ocorreu no quarto, em diálogo direto com Breno, e trouxe novos detalhes sobre o acompanhamento psicológico da participante, que afirmou estar em terapia há dois anos. Segundo Milena, o profissional responsável pela avaliação optou por não concluir o diagnóstico naquele momento, por entender que havia outras questões a serem observadas antes de qualquer definição clínica.
Questionada por Breno se a suspeita envolvia bipolaridade, Milena respondeu afirmativamente. Disse que o médico levantou essa possibilidade, mas não avançou no diagnóstico por considerar que o quadro exigia mais tempo de observação e encaminhamento terapêutico prévio. A decisão foi direcioná-la a uma terapeuta, com quem passou a trabalhar estratégias para lidar com emoções intensas.
Milena contou que, diante da proximidade do início do programa, a psicóloga demonstrou preocupação com o confinamento. Segundo ela, a profissional avaliou que o tempo de tratamento ainda era curto e que a exposição emocional do reality poderia potencializar dificuldades que, no cotidiano, não se manifestavam com a mesma intensidade. Ainda assim, a participante decidiu entrar no BBB 26.
De acordo com o relato, a psicóloga aceitou seguir acompanhando o processo e propôs um treinamento prévio. Milena descreveu a criação de um material escrito, semelhante a um caderno de exercícios, voltado para autorregulação emocional. As duas teriam treinado juntas antes do confinamento, mas, segundo a sister, o efeito prático foi limitado pelo pouco tempo disponível.
Durante a conversa, Breno ponderou que o método poderia funcionar, mas exigiria mais tempo para gerar resultados. Milena respondeu que, de todo o material preparado, a única técnica que conseguiu memorizar foi a chamada regra dos 90 segundos, uma estratégia que consiste em aguardar esse intervalo antes de reagir emocionalmente a situações de estresse.
A dificuldade em aplicar essa técnica voltou a aparecer no Raio-X exibido na sexta-feira, quando Milena falou diretamente ao público. O desabafo ocorreu horas depois de a equipe da participante divulgar uma nota negando que ela tenha Transtorno do Espectro Autista e ressaltando que psicofobia é crime.
No vídeo, Milena afirmou estar envergonhada pela atitude durante a Prova do Líder, que terminou com a eliminação de seu grupo. Ela disse que não pretendia tornar pública a informação sobre o acompanhamento psicológico, mas decidiu explicar o episódio após ser chamada de desequilibrada e infantil dentro da casa.
Milena relatou dificuldade em controlar emoções como tristeza, raiva e felicidade, afirmando que todas surgem de forma abrupta. Segundo ela, a explosão emocional envolvendo Chaiany ocorreu justamente por essa incapacidade de regular sentimentos no momento em que eles aparecem. A sister destacou que vinha treinando a técnica dos 90 segundos, mas que, na situação específica, não conseguiu aplicá-la.
Ela citou ainda conflitos anteriores com outros participantes, como Jordana e Jonas, para ilustrar episódios em que tentou se afastar para evitar confrontos, mas acabou sendo provocada novamente. Milena afirmou que não usa essas situações como justificativa, reforçando que busca tratamento e reconhece a possibilidade de errar.
No mesmo depoimento, a participante revelou que chegou a cogitar desistir do programa após o episódio, mas afirmou que, caso vá ao Paredão, pedirá ao público para permanecer. Disse também que não pode garantir que as reações não voltarão a ocorrer, por entender que ainda não tem controle pleno sobre elas.
Segundo o Itatiaia, a equipe de Milena se pronunciou após a circulação de comentários preconceituosos nas redes sociais. Em nota, afirmou que não existe diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista e destacou que o confinamento impõe pressão emocional intensa, o que dificulta qualquer avaliação clínica precisa fora de um ambiente adequado e com equipe multiprofissional.
O comunicado também repudiou ataques psicofóbicos e ressaltou que características associadas ao autismo não devem ser usadas para desqualificar a participante ou outras pessoas, reforçando que psicofobia é crime e que respeito e informação são fundamentais no debate público.
O estopim para a crise ocorreu durante a Prova do Líder. No quinto grupo da disputa, formado por Ana Paula, Babu, Milena e Chaiany, o regulamento exigia que os participantes percorressem um circuito com um bastão, um por vez. Chaiany iniciou o percurso sem o objeto e, após demora, o grupo decidiu seguir sem ele, o que levou à eliminação imediata anunciada por Tadeu Schmidt.