O São Paulo entrou em estado de alerta após não conseguir contato com Arboleda, que deixou de se apresentar no CT da Barra Funda e viajou para o Equador sem comunicar o clube, horas antes do jogo contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro.
O zagueiro equatoriano não respondeu a mensagens nem atendeu ligações de membros do clube desde então. A ausência repentina pegou a comissão técnica de surpresa e levou a diretoria a buscar explicações imediatas, ainda sem sucesso.
A direção do São Paulo decidiu não tomar qualquer medida imediata antes de conseguir ouvir o jogador. Internamente, a prioridade passou a ser entender o motivo da viagem e da ausência no compromisso oficial.
Ele estava convocado. Não veio e foi cortado. A partir daí, o caso foi direcionado para a direção. A gente se preocupou, mas agora aguarda
A declaração do técnico Roger Machado após a partida resume o cenário: o clube ainda não tem informações concretas sobre o que levou Arboleda a sair do país sem aviso.
Na tentativa de esclarecer o caso, o São Paulo entrou em contato com Pepe Chamorro, empresário do jogador. A resposta não trouxe avanço. Segundo o clube, nem mesmo o staff do atleta apresentou informações claras sobre o paradeiro ou a decisão tomada.
Arboleda teria apenas avisado pessoas próximas que deixaria o Brasil rumo ao Equador, sem detalhar planos ou justificar a ausência no jogo.
O episódio não ocorre isoladamente. Em fevereiro, o defensor já havia sido liberado para resolver questões pessoais no Equador. Naquele momento, o clube tratou o caso com normalidade.
Desde então, o cenário mudou. Arboleda perdeu espaço na equipe após a chegada de Roger Machado e deixou de ser titular absoluto, o que alterou seu status dentro do elenco.
A combinação desses fatores amplia a leitura interna de que o caso pode ir além de uma ausência pontual.
Sem contato direto com o jogador, o São Paulo evita qualquer definição pública sobre punições ou possíveis consequências. A diretoria trabalha com cautela para evitar decisões precipitadas sem ouvir o outro lado.
Nos bastidores, o clima é de incerteza. A falta de resposta do atleta prolonga o impasse e impede qualquer encaminhamento imediato sobre permanência, afastamento ou negociação.
Segundo o Ge, o caso segue em aberto, com o clube aguardando um retorno de Arboleda para então decidir quais medidas serão adotadas.