A jogada que muda o jogo nasce de uma dividida direta. Matheus Cunha tenta avançar na entrada da área e é derrubado por Upamecano. O árbitro inicialmente marca falta e aplica cartão amarelo, mas o lance segue para revisão. O VAR chama, a jogada é analisada com mais cuidado e a decisão muda, o amarelo é retirado e o zagueiro francês recebe vermelho direto, deixando a França com um a menos logo no início do segundo tempo.
Com a expulsão, o cenário fica desenhado para pressão brasileira. O time avança linhas, ocupa o campo ofensivo e passa a rodar mais a bola desde a defesa com Ederson até os atacantes. Wesley tenta pela direita, Martinelli se joga nas jogadas dentro da área e Luiz Henrique aparece como opção de chute de média distância, mas o problema segue sendo o mesmo, falta precisão.
A França, mesmo em desvantagem numérica, não se perde. Recuada, fecha os espaços e tenta controlar o ritmo com posse quando possível. O time já tinha vantagem no placar desde o primeiro tempo, construída em um lance de Mbappé após recuperação no meio e finalização por cobertura, e agora joga mais confortável com o relógio.
O Brasil até consegue empilhar chegadas. Casemiro aparece na sobra, Luiz Henrique arrisca de fora, Martinelli tenta desviar dentro da área e Léo Pereira leva perigo em bola parada. Mas quase tudo termina em finalização para fora ou defesa tranquila de Maignan, que pouco é realmente exigido até aqui.
O retrato da partida é de domínio territorial brasileiro contra eficiência francesa. O Brasil tem mais volume, mais presença ofensiva e mais tentativas, mas não transforma isso em gol. A França, com menos chegadas, foi cirúrgica quando teve a chance e agora administra o jogo mesmo com um a menos.
A tendência daqui pra frente é de pressão ainda maior do Brasil, com a França cada vez mais recuada tentando segurar o resultado. Se o empate sair, deve vir na insistência e no acúmulo de chances, mas até agora o que pesa é a dificuldade brasileira no último toque. O jogo segue em andamento.