Eileen Gu fica com a prata: Mathilde Gremaud conquistou o ouro do slopestyle feminino em Milão-Cortina 2026 ao lado de Eileen Gu e Megan Oldham
A suíça Mathilde Gremaud voltou a ser campeã olímpica do slopestyle feminino nesta segunda-feira (9), em Milão-Cortina 2026, repetindo o ouro conquistado quatro anos antes em Pequim, enquanto a chinesa Eileen Gu ficou novamente com a prata e a canadense Megan Oldham completou o pódio com o bronze.
A decisão foi definida na segunda descida da final, quando Gremaud alcançou 86,96 pontos, a maior nota da prova. O resultado veio após uma primeira tentativa consistente, avaliada em 83,60, que já a mantinha na disputa direta pelo título. Na terceira descida, a suíça caiu logo no início do percurso e terminou com apenas 15,46 pontos, pontuação que não alterou a classificação, já que apenas a melhor nota de cada atleta é considerada.
O roteiro repetiu com precisão o que havia ocorrido nos Jogos de Inverno de 2022. Em Pequim, Gremaud também levou o ouro e Gu ficou com a prata, consolidando uma rivalidade que passou a marcar o slopestyle feminino na última década. Em Milão-Cortina, o reencontro das duas atletas voltou a concentrar as atenções da final olímpica, disputada por 12 competidoras em até três descidas.
Eileen Gu abriu a decisão em alto nível e liderou provisoriamente após a primeira passagem, quando recebeu 86,58 pontos. O desempenho colocou pressão direta sobre Gremaud e indicava um duelo ponto a ponto pelo ouro. Nas descidas seguintes, porém, a chinesa não conseguiu repetir a execução inicial e obteve apenas 23,00 pontos na segunda tentativa e 1,65 na terceira, encerrando a prova com a nota da primeira descida como válida para a classificação final.
A canadense Megan Oldham garantiu o bronze ao se recuperar na última tentativa. Depois de pontuações mais baixas nas duas primeiras descidas, ela alcançou 76,46 pontos na terceira, resultado suficiente para assegurar um lugar no pódio. A nota confirmou a canadense entre as principais atletas da modalidade, em uma final marcada por quedas e variações significativas de desempenho.
O slopestyle feminino foi disputado em uma pista que combina obstáculos semelhantes aos do skate street, como corrimãos e boxes, antes da sequência de grandes saltos. As apresentações são avaliadas de forma global, com notas de 1 a 100, levando em conta critérios como criatividade, amplitude, execução, controle no voo e qualidade das aterrissagens. O formato mantém a disputa aberta até a última descida, já que um único erro pode comprometer toda a prova.
Gremaud, campeã olímpica também em 2022, confirmou em Milão-Cortina a regularidade que a colocou no topo do esqui estilo livre feminino. A vitória reforçou a hegemonia construída ao longo do ciclo olímpico e consolidou sua condição de referência técnica da modalidade, especialmente pela capacidade de combinar manobras de alto grau de dificuldade com execução limpa em momentos decisivos.
A final do slopestyle feminino integrou a programação do segundo dia de disputas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, que seguem com provas distribuindo medalhas ao longo da semana. Outras competições do esqui estilo livre ainda estão previstas na agenda olímpica, com classificatórias e finais programadas para os próximos dias, mantendo o calendário em andamento e a disputa aberta em diferentes modalidades.














