Flamengo x Corinthians: FIM DE JOGO; Timão é campeão da Supercopa com vitória por 2 a 0

Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0, conquistou a Supercopa do Brasil em Brasília e abriu a temporada com um título construído na eficiência, no controle emocional e na leitura precisa de uma final travada no Mané Garrincha.
Publicado por em Esportes dia | Atualizado em
Flamengo x Corinthians: FIM DE JOGO; Timão é campeão da Supercopa com vitória por 2 a 0
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Atualização – Resultado do jogo – 01/02/2026

O Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0 e conquistou a Supercopa do Brasil no Mané Garrincha. O primeiro gol saiu aos 25 minutos do primeiro tempo, em escanteio, com Gabriel Paulista finalizando de primeira após desvio na área. O Flamengo teve mais posse de bola e criou chances claras, acertou o travessão com Pulgar e perdeu oportunidade com Paquetá, mas não converteu. No segundo tempo, Carrascal foi expulso após revisão do VAR. Já nos acréscimos, Yuri Alberto fechou o placar em contra-ataque, tocando por cima de Rossi e garantindo o título corintiano.

  • FIM DE JOGO!
  • Placar: Flamengo 0 x 2 Corinthians

O jogo terminou como muitas finais terminam quando uma equipe entende antes da outra o tamanho do dia. O Corinthians não foi melhor no sentido clássico. Foi mais consciente. E isso bastou para sair de Brasília com a Supercopa.

O Flamengo teve a bola quase o tempo todo, 55% de posse, trocou 471 passes, finalizou 12 vezes e criou chances que, em outro domingo, talvez entrassem. Não entraram. Pulgar acertou o travessão no início do segundo tempo. Paquetá, livre dentro da área, mandou por cima. Pedro teve bola salva praticamente em cima da linha. É futebol, mas também é decisão.

O Corinthians fez o oposto. Menos posse, menos passes, menos finalizações. Oito no total. Mas cada ataque tinha endereço. O primeiro gol saiu aos 25 minutos do primeiro tempo, em escanteio. Desvio na primeira trave, bola viva na pequena área e Gabriel Paulista finalizando de primeira. Gol sem firula, de zagueiro atento. Gol de final.

O segundo veio quando o jogo já estava emocionalmente resolvido. Aos 52 do segundo tempo, Yuri Alberto puxou contra-ataque em velocidade, deu um toque por cima de Rossi e empurrou para o gol vazio. Ali acabou qualquer dúvida. Não foi um jogo de 2 a 0 tranquilo. Foi um jogo de 2 a 0 explicado pelo roteiro.

Entre um gol e outro, teve tensão. Carrascal foi expulso após revisão do VAR no intervalo, deixando o Flamengo com um a menos durante todo o segundo tempo. Mesmo assim, o time seguiu pressionando. Cruzou, insistiu, empurrou o Corinthians para trás. Faltou clareza. Faltou cabeça fria.

A estreia de Lucas Paquetá carregava mais simbolismo do que obrigação. Entrou no segundo tempo, tocou na bola, mostrou repertório técnico e leitura, mas também denunciou falta de ritmo. Perdeu uma chance clara. Nada que surpreenda. Final não costuma ser palco de redenção imediata. É mais lugar de cobrança.

O Corinthians também teve seus momentos de quase. Yuri Alberto acertou a trave antes do gol. Teve dois gols anulados por impedimento. Memphis Depay apareceu pouco, mas quando apareceu levou perigo, especialmente no primeiro tempo, em chute defendido por Rossi. Não foi um time brilhante. Foi um time atento.

O Mané Garrincha recebeu 71.244 torcedores, público recorde da Supercopa. O ambiente era grande. O jogo, nem sempre. Foram muitas faltas, cartões, paralisações e VAR em cena. Final costuma ser mais áspera do que bonita.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.