Palmeiras Feminino hoje resultado: Verdão vence Corinthians nos pênaltis e conquista a Supercopa do Brasil Feminina em Barueri
O último chute parou nas mãos de Kathe Tapia. A goleira saltou para a direita, defendeu a cobrança de Tamires e, ali, decidiu a Supercopa do Brasil Feminina. O Palmeiras venceu o Corinthians por 5 a 4 nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal, e conquistou o título na Arena Barueri diante de um jogo que mudou de dono mais de uma vez e só encontrou definição no erro final das corintianas.
A disputa de pênaltis foi tensa do início ao fim. O Palmeiras converteu cinco cobranças, com Bia Zaneratto, Poliana, Duda Santos, Pati Maldaner e Tainá Maranhão. O Corinthians marcou quatro vezes, mas desperdiçou três oportunidades. Gabi Zanotti teve seu chute defendido, Jhonson também parou em Tapia, e Tamires, na cobrança decisiva, viu a goleira palmeirense confirmar a defesa que transformou o empate em título.
O roteiro até os pênaltis passou longe de ser linear. O Corinthians começou melhor e abriu o placar logo aos oito minutos do primeiro tempo. Jaqueline recebeu pela direita, encarou a marcação, pedalou e bateu forte. Kathe Tapia ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol. A vantagem deu controle às corintianas, que circularam mais a bola, chegaram com perigo e acertaram a trave aos 27 minutos em cabeceio de Gabi Zanotti, após cobrança de falta.
A partida sofreu uma interrupção longa aos 16 minutos, quando a goleira Lelê, do Corinthians, levou uma joelhada na cabeça em dividida com Bia Zaneratto. A jogadora deixou o campo pelo protocolo de concussão, e Nicole entrou em seu lugar. O atendimento prolongado levou o primeiro tempo a ter 11 minutos de acréscimos, alterando o ritmo do jogo.
Foi justamente nesse período que o Palmeiras encontrou o empate. Aos 39 minutos, Andressinha lançou da direita para a área, e Bia Zaneratto apareceu livre para cabecear no chão, sem chance para Nicole. O gol recolocou o time na decisão e equilibrou uma etapa que até então tinha sido mais favorável ao Corinthians.
O segundo tempo foi aberto e com chances claras dos dois lados. O Corinthians voltou pressionando e quase marcou aos 17 minutos, quando Andressa Alves arriscou de fora da área, a bola desviou e explodiu no travessão. Pouco depois, Gisela Robledo perdeu uma chance clara ao driblar Tapia e finalizar para fora. O Palmeiras respondeu com Tainá Maranhão, que arrancou em velocidade pelo meio e assustou, e com Brena, que teve chute perigoso passando perto da trave.
O jogo seguiu intenso até o fim. Nos acréscimos, Érika salvou o Corinthians em cima da linha após cruzamento desviado, evitando o gol palmeirense. Com o placar mantido em 1 a 1, a decisão foi levada para os pênaltis, onde as goleiras ganharam protagonismo absoluto.
Os números ajudam a explicar o equilíbrio. O Palmeiras terminou com 56% de posse de bola contra 44% do Corinthians, trocou 410 passes, com 82% de acerto, e finalizou oito vezes. O Corinthians teve nove finalizações, acertou duas bolas na trave ao longo do jogo e completou 316 passes, com 75% de precisão. Defensivamente, as equipes também se equivaleram em desarmes e faltas, refletindo uma final disputada em cada setor do campo.
A vitória dá ao Palmeiras um título inédito no novo formato da Supercopa Feminina, agora disputada entre o campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil. O resultado interrompe a sequência recente do Corinthians na competição e reforça o peso do investimento palmeirense no futebol feminino, que cresce em títulos e protagonismo. A temporada, porém, não termina aqui. Com Brasileirão e outras competições pela frente, as duas equipes voltam a se encontrar ao longo do ano, em um cenário que segue aberto e promete novos capítulos.














