Aos 48 minutos do segundo tempo, um pênalti marcado após revisão do VAR decidiu o clássico no Estrelão e encerrou a invencibilidade do Paysandu no Campeonato Paraense. A Tuna Luso venceu por 1 a 0 com gol de Paulo Rangel, em cobrança precisa no canto direito de Jean Drosny, garantindo a primeira vitória da equipe na competição e mudando o desenho da tabela na terceira rodada do Campeonato Paraense.
Com 10 minutos de acréscimos indicados pela arbitragem, o jogo caminhava para um empate sem gols quando o árbitro foi chamado ao monitor para revisar um possível toque faltoso dentro da área bicolor. A decisão veio aos 47, a marcação foi confirmada, e um minuto depois a Tuna transformou tensão em resultado. Paulo Rangel, recém-retornado ao clube e conhecido da torcida adversária, converteu a penalidade e aplicou a chamada lei do ex no clássico.
O placar tardio foi consequência de uma partida marcada pelo equilíbrio, interrupções e poucas chances claras. No primeiro tempo, o Paysandu tentou assumir o controle com troca de passes no meio-campo e bolas alçadas por Marcinho em cobranças de falta e escanteio. As melhores chegadas saíram em cabeceios de Danilo Peu e Henrico, ambos sem direção suficiente para superar o goleiro Vinicius. A Tuna respondeu com jogadas pontuais, como a finalização de Luã logo no início e um chute de Paulo Rangel após cruzamento de Jayme, mas também sem efetividade.
Aos 31 minutos da etapa inicial, a parada técnica para hidratação esfriou um ritmo que já era truncado. Faltas sucessivas, cartões e disputas aéreas passaram a ditar o tom do confronto, com as defesas levando vantagem. O primeiro tempo terminou sem gols após três minutos de acréscimos, refletindo um duelo mais tenso do que criativo.
No segundo tempo, as substituições mudaram a dinâmica, mas não o cenário. O Paysandu promoveu alterações ofensivas, colocando Matheus Capixaba, Salomoni e Klaivert, enquanto a Tuna respondeu com Júlio, Otávio e depois Adauto e Gabriel, tentando ganhar fôlego e presença no ataque. As finalizações continuaram escassas. Ítalo obrigou Vinicius a espalmar aos 16, Kleiton Pego arriscou de fora da área aos 28 e voltou a finalizar após cruzamento de Edílson, mas sem sucesso.
O jogo ficou ainda mais fragmentado com atendimento médico ao goleiro Jean Drosny e nova parada técnica. Quando a partida entrou nos acréscimos, o empate parecia definido. A intervenção do VAR mudou o roteiro. O pênalti marcado gerou reclamações do lado bicolor e cartão amarelo para JP Galvão, mas a decisão foi mantida. Na cobrança, Paulo Rangel deslocou o goleiro e marcou o único gol do jogo.
O resultado alterou o momento das equipes no estadual. A Tuna Luso, que vinha de duas derrotas nas rodadas iniciais e ainda não havia pontuado, chegou a três pontos em três jogos e deixou a zona mais crítica da tabela. O Paysandu, que havia vencido São Raimundo-PA e Capitão Poço e tinha 100% de aproveitamento, permaneceu com seis pontos após a primeira derrota no torneio, perdendo a chance de assumir a liderança isolada.
No Estrelão, em Augusto Corrêa, o clássico terminou sem estatísticas oficiais divulgadas, mas com impacto direto na classificação e no ambiente das equipes. Um jogo de poucos gols, muitas interrupções e decisão concentrada nos minutos finais.