BBB 26: Tiago Tcar relembra o dia em que Edilson Capetinha atrapalhou a venda de carros para jogadores do Corinthians

Edilson Capetinha causou a saída de jogadores do Corinthians de uma negociação de carros após provocar atletas dentro de uma loja. O encontro terminou sem almoço e sem negócio.
Publicado por em Famosos dia

Negociação com jogador de futebol raramente acontece só no papel. Ela passa por ego, ambiente, teste de clima e leitura de quem está à mesa. Um comentário fora de hora é suficiente para desmontar tudo. Foi o que aconteceu em um episódio envolvendo Edilson Capetinha, jogadores do Corinthians e uma tentativa informal de aproximação comercial no mercado de carros.

O caso veio à tona a partir de um relato público feito por Tiago Tcar, empresário do setor automotivo acostumado a lidar com atletas. Não se tratava de evento oficial, reunião de diretoria ou ação patrocinada. Era um encontro comum, desses que surgem do convívio e muitas vezes abrem portas para negócios futuros. O tipo de situação em que ninguém assina nada, mas todo mundo observa tudo.

Edilson entrou no ambiente como sempre fez ao longo da carreira, falando alto, provocando, testando limites. Fora de campo, manteve o mesmo comportamento que o tornou famoso dentro dele. O problema é que o público era outro. Jogadores em atividade, atentos à própria imagem, pouco dispostos a bancar o alvo da piada. Bastaram algumas frases atravessadas, ironias sobre camisas expostas e avaliações jocosas sobre quem merecia ou não estar ali para o clima mudar.

Não houve discussão. Não houve bate-boca. Houve silêncio, distância física e uma decisão rápida. Os jogadores optaram por sair. Cancelaram um almoço, encerraram o contato e deixaram claro que não havia interesse em seguir naquele ambiente. Para quem vive esse mercado, o recado é óbvio. Quando o desconforto entra na sala, o dinheiro sai pela porta.

Depois, já sem plateia, Edilson reagiu como sempre reagiu. Riu. Sustentou a provocação. Disse, em essência, que quem não aguenta pressão não deveria vestir determinada camisa. É uma lógica antiga no futebol brasileiro. Funcionou durante anos. Hoje, cobra preço.

O episódio revela mais do que um atrito pontual. Mostra o choque entre gerações, perfis e momentos de carreira. Mostra também como o futebol deixou de ser apenas bola e treino. Jogadores são marcas, ativos, empresas ambulantes. Não compram só carros. Compram contexto.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.