Luciana Gimenez e Epstein: apresentadora se pronuncia após seu nome aparecer em documentos dos EUA sobre o caso Epstein
A apresentadora Luciana Gimenez se manifestou na noite de segunda-feira, 9 de fevereiro, depois que documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos passaram a circular nas redes sociais associando seu nome a arquivos do caso Jeffrey Epstein. A reação veio horas após a viralização de imagens de extratos financeiros que integram a documentação oficial do processo, em meio a especulações e leituras apressadas sobre a presença de nomes de pessoas públicas nos registros.
O material divulgado inclui documentos datados de 2014, 2018 e 2019, reunidos a partir de solicitações formais feitas pelas autoridades americanas a instituições financeiras. Em um dos arquivos, identificado como “EFTA01299626.pdf”, aparecem três transações associadas ao nome da apresentadora, uma delas no valor de US$ 12 milhões. Os registros também mencionam o fundo Trust Haze, apontado como ligado a Epstein, sem detalhar a origem individual de cada movimentação ou indicar transferência direta entre o bilionário e Luciana.
A repercussão ganhou força quando usuários passaram a compartilhar recortes isolados dos documentos, retirados do conjunto maior de informações disponibilizado. A leitura fragmentada alimentou interpretações que extrapolam o que está efetivamente descrito nos papéis. Nos arquivos tornados públicos, não há acusação formal, indiciamento ou menção a investigação em curso envolvendo a apresentadora.
Diante do avanço do assunto nas redes, Luciana publicou uma nota em suas plataformas digitais afirmando que nunca conheceu Jeffrey Epstein e que jamais manteve qualquer tipo de relação pessoal, profissional ou financeira com ele. No comunicado, ela também repudiou de forma categórica tentativas de associação de seu nome a práticas ilícitas e disse ter buscado esclarecimentos junto ao Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição onde mantinha conta à época das movimentações citadas.
Segundo informações preliminares repassadas pelo banco à apresentadora, o Departamento de Justiça solicitou registros financeiros referentes a determinados períodos, sem filtragem individualizada de clientes. O banco teria encaminhado o conjunto completo de dados solicitado, que posteriormente foi incorporado ao acervo oficial do caso e disponibilizado ao público, explicando a presença de inúmeros nomes sem relação direta com as investigações centrais.
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A defesa apresentada por Luciana sustenta que as movimentações apontadas nos documentos dizem respeito exclusivamente a transferências internas entre sua conta de investimentos e sua conta de pessoa física. De acordo com a nota, o banco estaria reunindo documentação complementar para demonstrar que se tratam de operações realizadas pela própria titular para si mesma, sem participação de terceiros.
Além do nome da apresentadora, os arquivos citam também nomes de seus filhos em outros extratos financeiros, igualmente sem detalhar a natureza ou a motivação das transações. A última movimentação registrada nos documentos ocorreu poucos meses antes da prisão de Epstein, em 2019, dado que passou a ser explorado nas redes sociais como elemento de suspeita, apesar da ausência de vínculo descrito nos registros.
O caso ilustra a complexidade da divulgação de grandes volumes de dados financeiros em investigações internacionais e o impacto imediato que a exposição de nomes conhecidos pode gerar. Luciana afirmou permanecer à disposição das autoridades americanas para prestar esclarecimentos adicionais e pediu cautela na divulgação e interpretação das informações, alertando para os riscos de danos injustificados à reputação.
Até o momento, os documentos públicos não indicam qualquer acusação formal ou procedimento investigativo direcionado à apresentadora. O processo de análise dos arquivos pelo Departamento de Justiça segue em andamento, e novas informações podem ser incorporadas ao acervo oficial à medida que a apuração avança.














