Whindersson Nunes: “Tive vários carros que nunca usei”, disse o humorista em entrevista
Whindersson Nunes admitiu que manteve por anos uma coleção de esportivos que quase não saíam da garagem. A revelação veio ao lembrar que modelos como Jaguar F-Type S Coupé e Lamborghini Aventador S, feitos para uso intenso, ficaram praticamente sem rodar.
A fala de Whindersson Nunes de que teve “vários carros que nunca usou” descreve uma cena incomum até para o mercado de luxo no Brasil. Ele lembrou que mantinha na garagem modelos como Jaguar F-Type S Coupé e Lamborghini Aventador S, dois superesportivos feitos para rodar forte, mas que ficaram praticamente sem ver as ruas.
Certa vez, em entrevista ao jornal Extra, ele lembrou que viveu uma fase de ostentação em que acumulou mais carros do que conseguia usar.
“Não tenho noção da vida, não. Durante uma época, tive vários carros em que nunca nem andei. Às vezes, passeava em um, em outro… Mas não precisava deles”, contou ele.
Quem conhece esse tipo de carro sabe que o uso faz parte do próprio funcionamento da mecânica. O motor do Aventador precisa atingir temperatura ideal para que lubrificação e pressão de óleo trabalhem no limite certo. No F-Type, a resposta do câmbio e a atuação do controle de tração só se ajustam plenamente quando o sistema passa por ciclos completos. Quando o carro permanece parado, esses processos deixam de ocorrer e aparecem sintomas típicos, bateria arriada, sensores desalinhados, pneus marcados pelo próprio peso do veículo e fluídos que perdem consistência.
É aí que começa o problema prático. Um superesportivo que passa meses sem rodar não entrega o estado esperado quando alguém liga o carro. A primeira partida exige carga auxiliar, os freios podem apresentar ruído e o carro, no geral, não parece “solto”. Em veículos desse patamar, qualquer técnico percebe isso em minutos. Por isso, quando o dono pensa em vender, a inspeção vira um momento decisivo, porque cada detalhe denuncia como aquele carro viveu, ou nesse caso, como não viveu.
Foi esse acúmulo de carros parados que fez Whindersson vender tudo. Ele mesmo explicou que a coleção existia mais como símbolo do que como experiência, e que a garagem mostrava carros caros sem história, sem quilômetros, sem memória ao volante. Para modelos desse tipo, isso pesa mais do que se imagina. Aventador, F-Type, Audi R8, Porsche 911, todos têm engenharia que incentiva o dono a dirigir, não a estocar.
No contexto brasileiro, onde cada unidade desses superesportivos costuma ter trajetória conhecida, a coleção de Whindersson virou um caso curioso, máquinas de desempenho extremo que nunca tiveram chance de mostrar o que eram capazes. No fim, o episódio expõe uma realidade simples, superesportivo parado não ganha valor, não cria vínculo e não cumpre a razão pela qual foi projetado. Ele vira só um carro caro encostado, algo que o próprio Whindersson reconheceu quando decidiu se desfazer da frota inteira.
Carros que já passaram pela garagem de Whindersson Nunes
Whindersson Nunes acumulou modelos de perfis bem diferentes ao longo dos anos, desde esportivos de alto desempenho até SUVs grandes. Parte dessa frota foi vendida quando ele percebeu que vários desses carros ficavam parados, sem uso real no dia a dia.
- Jaguar F-Type, um dos modelos mais caros que ele teve, com preço acima de R$ 500.000 na época.
- BMW Z4, esportivo de motor 3.0 e mais de 200 cv, conhecido pela dirigibilidade e pelo visual chamativo.
- Jeep Compass, versão diesel comprada especialmente para o pai.
- Nissan Kicks, recebido como parte de uma ação publicitária.
- Fusca TSI, automático, modelo que ele já destacou em vídeos pelo motor e pelo design.
- Jeep Grand Cherokee, SUV grande que apareceu em publicações antes de ser vendido.
- BMW X6, outro SUV de porte grande e potência elevada que integrou a coleção.














