A Chevrolet decidiu provocar o mercado e soltou a primeira imagem da traseira do Sonic, o SUV compacto que chega em 2026 com a sutileza de um cutucão nas costas. A faixa de LED atravessando a tampa do porta-malas, interrompida só pelo emblema, não tenta ser discreta, ela quer ser vista de longe.
O Sonic usa a base do Onix e do Onix Plus, mas não se comporta como um hatch levantado. A suspensão mais alta e a posição de dirigir elevada deixam claro que ele mira diretamente em Fiat Pulse, Volkswagen Tera e Renault Kardian, justamente onde as marcas brigam por quem conquista o motorista que não quer um carro grande, mas quer parecer imbatível nele.
A Chevrolet não reinventou a roda, e isso é ótimo. O modelo deve usar o motor 1.0 aspirado com entrega moderada de potência nas versões básicas e o motor 1.0 turbo com entrega superior de torque e resposta nas opções mais caras. É a fórmula que funciona, aquela que equilibra custo, consumo e sensação de que o carro vai embora quando você pisa.
Feito em Gravataí, ele deve ser um pouco maior que o Onix, que hoje mede 4,16 m de comprimento e 2,55 m de entre-eixos. Isso o coloca exatamente no meio da arena, onde cada centímetro vira motivo de discussão acalorada entre fãs de SUVs compactos.
E enquanto o Chevrolet Tracker parte de R$ 119.900, a missão do Sonic é ser o mais acessível da marca, o que deve colocar fogo em um segmento que já está recheado. A Chevrolet afirmou que o visual completo será revelado até o primeiro trimestre de 2026, tempo suficiente para deixar rivais desconfortáveis.
Quando finalmente aparecer por inteiro, o Sonic terá de provar que oferece mais do que luzes bonitas e postura elevada. Ele precisa mostrar que tem aquele algo a mais, o pacote que faz o motorista querer sair mais cedo de casa só para dirigir.