Omoda 4: Híbrido “de verdade” ou só promessa? O que esperar do rival do Volkswagen T-Cross
Pontos Principais:
- Omoda 4 será o SUV de entrada da Omoda & Jaecoo no Brasil.
- Chegada ao mercado brasileiro está prevista para o fim de 2026.
- Modelo tem 4,40 m de comprimento e porte maior que o dos rivais diretos.
- Sistema híbrido pleno recarrega a bateria sem necessidade de tomada.
- Visual definitivo será revelado no Salão de Pequim, na China.

O Omoda 4 chega ao Brasil em 2026 com uma promessa simples e perigosamente ambiciosa, ser o SUV de entrada que parece maior, mais moderno e mais inteligente do que os rivais diretos. Ele quer brigar com Pulse, Tera e Kardian usando porte, eletrificação e um certo ar de provocação.
Na prática, o novo SUV da Omoda é aquele carro que entra na festa sem pedir licença. Com 4,40 metros de comprimento e porte acima da média do segmento, ele é maior que o Volkswagen T-Cross, mas insiste em disputar o mesmo território de SUVs subcompactos. A ideia é clara, oferecer mais carro do que o comprador espera encontrar nessa faixa de mercado.

Ainda tratado oficialmente como protótipo, o modelo terá visual definitivo e configurações finais revelados no Salão de Pequim em abril de 2026. A chegada ao Brasil está programada para o fim do mesmo ano, como parte da ofensiva da Omoda & Jaecoo, que já anunciou também os SUVs híbridos Jaecoo 5 e Jaecoo 8 para o mercado nacional.
Debaixo do capô, a proposta segue a cartilha da eletrificação sem exageros. O Omoda 4 deve usar sistema híbrido pleno com recarga da bateria sem tomada externa, funcionando apenas com o motor a combustão e a recuperação de energia nas frenagens e desacelerações. A marca faz mistério sobre o motor térmico, mas os rumores apontam para um conjunto turbo, possivelmente 1.0 ou 1.5, ambos sobrealimentados.

O que realmente chama atenção é o posicionamento, como revelado pelo Uol. O Omoda 4 tenta ocupar um espaço incômodo para os concorrentes, oferecendo mais tamanho e proposta tecnológica em um segmento focado em preço. É uma aposta arriscada, mas bastante calculada, especialmente em um mercado que já mostrou gostar de SUVs que parecem maiores do que realmente custam.
Como pano de fundo, a Omoda & Jaecoo anunciou investimento de R$ 15 milhões para produção de motores flex voltados ao mercado brasileiro. Hoje, os modelos da marca utilizam apenas gasolina, mas os primeiros veículos bicombustíveis chegam em 2027, o que abre espaço para futuras evoluções do próprio Omoda 4 no país.














