Na Lotofácil 3595, a combinação misturou dezenas baixas e altas, com distribuição equilibrada que costuma chamar atenção pela ausência de sequências longas.
O concurso 3595 da Lotofácil foi realizado nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, com prêmio estimado em R$ 1,8 milhão. Em um ambiente de juros elevados e crédito restrito, a liberação desse valor à vista representa poder de compra imediato e margem de decisão sem a necessidade de recorrer a financiamento. No mercado brasileiro, a quantia permite não apenas conforto financeiro, mas acesso a bens duráveis de maior valor, como os SUVs compactos de topo, hoje entre os modelos mais procurados do país.
Entre as opções que o prêmio viabiliza, o Volkswagen T-Cross Highline ilustra com clareza o salto de padrão possível. A versão mais completa do SUV compacto é associada a consumidores de renda mais alta, como profissionais liberais, executivos e pequenos empresários. Com preço médio em torno de R$ 180 mil, o modelo combina boa aceitação no mercado, liquidez na revenda e imagem de solidez. Para o vencedor da Lotofácil, a aquisição de um T-Cross Highline significaria converter parte do prêmio em um bem de forte demanda e valor preservado.
Considerando um uso médio de 15 mil quilômetros por ano, com gasolina a R$ 6 e consumo aproximado de 10 km por litro, o gasto mensal com combustível ficaria perto de R$ 750, somando cerca de R$ 9.000 ao ano. Revisões e manutenção preventiva costumam acrescentar algo em torno de R$ 3.000 anuais. A troca de pneus, um dos itens mais caros, gira em torno de R$ 4.000 e, em condições normais, ocorre a cada 40 mil ou 50 mil quilômetros.
Na mesma faixa de preço do T-Cross Highline, aparecem rivais diretos como Jeep Renegade em versões mais completas, Hyundai Creta topo de linha e Chevrolet Tracker Premier. Todos disputam o mesmo público e oferecem patamar semelhante de equipamentos e prestígio. Com R$ 1,8 milhão, o ganhador poderia, em tese, formar uma pequena frota desses modelos, concentrando o investimento em SUVs compactos bem avaliados pelo mercado.
Aplicado a 100% do CDI, um capital de R$ 1,8 milhão poderia gerar rendimento mensal na casa de R$ 15 mil, a depender da taxa vigente. Esse retorno seria suficiente para arcar com IPVA, Seguro Auto, combustível e manutenção de um T-Cross Highline sem consumir o principal. A decisão, assim, se divide entre a materialização imediata do prêmio em bens de alto valor e a preservação do patrimônio, utilizando apenas a renda financeira. Para quem busca conforto e visibilidade social, o SUV de topo funciona como símbolo de conquista. Para quem prioriza segurança e estabilidade no longo prazo, a aplicação e o fluxo de rendimentos tendem a ser a escolha mais conservadora.