O custo do Seguro Auto é o primeiro choque para quem decidiu converter os R$ 7,2 milhões da Lotomania em uma frota de Tiggo 7 Pro. Proteger dezenas de SUVs médios pesa no orçamento e varia muito conforme o perfil do condutor. O IPVA 2026 vira despesa fixa relevante e exige organização financeira. A manutenção define o gasto real no uso diário. Com dinheiro em caixa, financiamento deixa de fazer sentido. O CDI aparece como alternativa lógica, em disputa direta com a satisfação imediata de ver os carros alinhados na garagem.
O concurso 2881 da Lotomania, realizado nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, distribuiu um prêmio estimado em R$ 7,2 milhões. É um valor que reposiciona completamente o poder de compra do apostador e permite pensar além de um único veículo zero. Com esse montante, seria possível adquirir à vista 41 unidades do Caoa Chery Tiggo 7 Pro, cada uma cotada a R$ 171.990, totalizando R$ 7.051.590. A diferença cobre documentação, Seguro Auto e o primeiro IPVA. O sorteio que tradicionalmente chama atenção por pagar também quem erra tudo acabou, desta vez, abrindo a possibilidade concreta de montar uma frota de SUVs médios, convertendo o prêmio em patrimônio físico, com apelo de mercado e valor de revenda.
O Tiggo 7 Pro se consolidou como um dos SUVs médios mais desejados do país. Não é um modelo de entrada, tampouco pertence ao universo dos alemães de luxo, mas ocupa um espaço simbólico de ascensão social. O carro comunica conforto, estabilidade financeira e um padrão de vida acima da média. Para um ganhador da Lotomania, transformar o prêmio em 41 unidades desse modelo significaria trocar o dinheiro por um conjunto de bens tangíveis, com liquidez razoável e forte aceitação no mercado de usados. É um ativo que combina uso, status e possibilidade de revenda, fatores que entram no cálculo de quem precisa decidir entre consumir e investir.
Em uma frota com 41 carros, apenas o IPVA supera a marca de R$ 280 mil por ano. O Seguro Auto, dependendo do perfil, pode consumir mais de R$ 200 mil anuais, transformando o custo fixo em um fator central de planejamento.
Com uma média de 15.000 km por ano e consumo em torno de 10 km/l, considerando gasolina a R$ 6,00, cada Tiggo 7 Pro gastaria cerca de R$ 9.000 anuais em combustível, algo próximo de R$ 750 por mês. Multiplicado pela frota, o valor ultrapassa R$ 369 mil por ano. A manutenção preventiva, com revisões, trocas de óleo, filtros e itens de desgaste, passa facilmente de R$ 3.000 por carro ao ano. Pneus, sempre caros nesse porte de veículo, podem superar R$ 4.000 por jogo. Esses números mostram que o custo não está apenas na compra, mas na sustentação do patrimônio ao longo do tempo.
Na mesma faixa de preço do Tiggo 7 Pro, entram rivais como Toyota Corolla Cross, Jeep Compass e Volkswagen Taos. Com os R$ 7,2 milhões do prêmio, seria possível montar frotas semelhantes desses modelos ou diversificar, misturando SUVs, hatches e sedans médios. Todos compartilham a mesma lógica: são veículos no centro do desejo do mercado brasileiro, com boa liquidez e forte apelo comercial.
Converter todo o prêmio em carros significa assumir custos elevados e recorrentes com Seguro Auto, IPVA, combustível e manutenção. Por outro lado, manter R$ 7,2 milhões aplicados a 100% do CDI garante uma renda mensal confortável, sem a complexidade de gerir uma frota. O dilema é direto. A opção pelos SUVs entrega presença, conforto e status imediato. A escolha pelo investimento preserva o capital e transforma o prêmio em fluxo de renda. A Lotomania, neste sorteio, colocou o ganhador exatamente diante dessa bifurcação entre prazer material e racionalidade financeira.