A Stellantis decidiu ampliar o alcance da parceria com a Leapmotor no Brasil e confirmou que o sistema híbrido Reev, usado hoje no C10, será integrado a modelos de outras marcas do grupo. A informação foi dada por Herlander Zola, presidente da companhia na América Latina, em encontro com a imprensa.
Segundo o executivo, não há data nem modelos definidos, mas a decisão está tomada. A aposta vai além da presença da Leapmotor no mercado brasileiro e inclui transferência tecnológica, um dos pilares do acordo firmado entre as duas empresas. A Stellantis administra a operação global da marca chinesa fora da China e buscava justamente acesso a tecnologias de eletrificação.
Zola aponta que a percepção de modernidade mudou. Conectividade virou obrigação, e eletrificação, seja híbrida ou elétrica, passou a ser o novo parâmetro para o consumidor.
O sistema Reev é híbrido de autonomia estendida. No C10, o motor a combustão não move as rodas, funciona apenas como gerador para alimentar a bateria. A tração é 100 por cento elétrica.
A proposta é entregar condução típica de elétrico sem a ansiedade de ficar sem carga. No C10, a autonomia chega a 950 km no ciclo europeu WLTP.
Zola evita confirmar, mas o caminho mais provável é a Jeep. O grupo anunciou que o C10 será montado na fábrica de Goiana, em Pernambuco, onde já são produzidos Renegade, Compass, Commander, Fiat Toro e Ram Rampage. A proximidade industrial facilita a adoção do sistema em SUVs dessas linhas.
A Stellantis também confirmou que lançará seis modelos híbridos no Brasil em 2026, quatro deles produzidos em Goiana, um em Porto Real e outro em Betim.
A apresentação da marca ao público brasileiro ocorreu no Salão do Automóvel de São Paulo, entre 22 e 30 de novembro. Segundo Zola, o evento impulsionou as vendas iniciais do C10, que já soma mil unidades comercializadas.
A estratégia da Leapmotor nas concessionárias reforça a conexão com a Stellantis. A empresa exibe um paredão com todas as marcas do conglomerado para transmitir ao cliente a combinação entre novidade e a segurança de um grupo que atua no País há quase cinco décadas.