O calendário tradicional chinês inicia em 17 de fevereiro de 2026 o ano 4274, marcado pelo Cavalo de Fogo, combinação que se estende até 6 de fevereiro de 2027 e que mobiliza milhões de pessoas dentro e fora da China em celebrações que vão muito além de um simples réveillon.
A virada do ano no calendário chinês não segue a lógica fixa do calendário gregoriano. Como é guiado pelos ciclos da Lua, o novo ano pode começar entre janeiro e fevereiro. Em 2026, a transição ocorre em 17 de fevereiro e inaugura um período tradicionalmente associado a deslocamentos em massa, reuniões familiares e rituais de renovação.
O governo chinês estima que o período festivo, que se estende por cerca de 40 dias, pode gerar até 9,5 bilhões de viagens internas, número que dá a dimensão do impacto econômico e social do feriado mais importante do país. Grandes centros urbanos esvaziam enquanto milhões retornam às cidades de origem para celebrar com a família.
O sistema é lunissolar. O ano comum tem 354 ou 355 dias, o tempo necessário para a Lua completar 12 ciclos. Para manter a sincronia com as estações, há anos mais longos, com 384 dias. Em 2026, o ciclo do Cavalo começa em 17 de fevereiro e termina em 6 de fevereiro de 2027, quando terá início o ano da Cabra.
O zodíaco chinês é formado por 12 animais que se repetem em sequência:
Cada ano também é associado a um dos cinco elementos — água, madeira, fogo, terra e metal — formando combinações que se repetem a cada 60 anos. Em 2026, o elemento é o fogo.
De acordo com Adriana Di Lima, consultora em Feng Shui e astrologia chinesa, o cavalo simboliza liberdade, energia e ambição, enquanto o fogo está ligado à clareza nas relações e à valorização da intuição.
Na energia de 2025, representada pela serpente, o aprendizado esteve ligado a planejamento e estratégia. Em 2026, com o cavalo, a tendência é concretizar o que foi estruturado no ciclo anterior, afirma Adriana Di Lima.
Segundo ela, pessoas nascidas em anos regidos pelo cavalo tendem a sentir com mais intensidade as transformações propostas pelo novo ciclo, reagindo de maneira mais sensível aos acontecimentos.
A chegada do novo ano é precedida por uma limpeza profunda nas casas, prática que inclui desde faxina até pagamento de dívidas, gesto simbólico para afastar energias negativas e iniciar o ciclo com equilíbrio.
As celebrações extrapolam a China e se espalham por comunidades na Ásia e em outros continentes. Procissões com dragões, lanternas vermelhas e apresentações culturais marcam o período, reforçando o peso histórico do Festival da Primavera.
Em 2026, o ano 4274 começa sob o signo do Cavalo de Fogo com expectativa de movimento recorde nas estradas, aeroportos e estações ferroviárias. Mais do que uma data festiva, trata-se de um marco cultural que combina tradição milenar, impacto econômico e simbolismo astrológico em escala global.