Canadá terá novo arranha-céu de 12 lados: entenda por que esse projeto desafia os limites da engenharia moderna

Com 351 metros e design de 12 lados, torre no Canadá combina tecnologia, arquitetura e uso misto em projeto que impacta o mercado imobiliário
Publicado por em Mundo dia
Canadá terá novo arranha-céu de 12 lados: entenda por que esse projeto desafia os limites da engenharia moderna
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A cidade de Toronto ganhou um novo protagonista no seu horizonte urbano. Com 351,85 metros de altura e 106 andares, a Pinnacle SkyTower atingiu o topo estrutural e passou a liderar um ranking específico, o de edifício residencial com maior número de pavimentos da América do Norte.

O dado chama atenção, mas não conta a história inteira. O projeto, desenvolvido pelo escritório Hariri Pontarini Architects, revela uma mudança mais profunda na forma como grandes edifícios estão sendo pensados, especialmente quando o assunto é estabilidade, vento e uso urbano.

Nem sempre o mais alto é o que parece

A Pinnacle SkyTower não é o edifício mais alto do continente. Esse título continua com a Central Park Tower, que possui menos andares, mas maior altura total entre pisos.

A diferença escancara um ponto pouco conhecido fora do setor técnico: número de andares e altura total não caminham juntos. Cada projeto adota proporções próprias entre pé-direito e estrutura, o que muda completamente a classificação.

O ranking de arranha-céus depende de critérios técnicos que vão além da altura visível ou da percepção do público

Casos como o First Canadian Place, em Toronto, reforçam essa confusão. A antena pode sugerir uma altura maior, mas não entra na medição oficial. Já a CN Tower ultrapassa todos os números da nova torre, mas sequer é considerada um edifício habitável.

O detalhe que muda tudo: 12 lados

O formato da Pinnacle SkyTower é o ponto que mais intriga. Em vez de seguir o padrão retangular, a estrutura adota uma geometria de 12 lados, algo raro em projetos desse porte.

Essa escolha não é estética. A forma dodecagonal foi pensada para lidar com um dos maiores desafios da engenharia urbana: o vento.

  • Reduz a pressão direta nas fachadas
  • Distribui melhor as forças ao redor da estrutura
  • Aumenta a estabilidade em grandes alturas
  • Permite mais variações de vista para os apartamentos

O resultado é um edifício que interage com o ambiente em vez de apenas resistir a ele. Em cidades com ventos intensos, isso pode significar menos oscilação e maior conforto interno.

Mais do que altura, um projeto de uso misto

A torre não foi pensada como um objeto isolado. Ela integra o complexo Pinnacle One Yonge e segue uma lógica de ocupação que mistura moradia, hotelaria e convivência.

Unidades residenciais 958
Hotel 220 quartos (marca Le Méridien)
Áreas comuns 7.432 m²

A proposta reflete uma tendência crescente em grandes centros urbanos, onde o espaço precisa ser multifuncional e concentrado.

Impacto no mercado e no desenho das cidades

Mesmo antes da conclusão, prevista para 2026, a Pinnacle SkyTower já altera a dinâmica do mercado imobiliário local. Empreendimentos desse porte elevam o padrão da região e pressionam preços, além de atrair novos investimentos.

O projeto também reposiciona Toronto no mapa global da arquitetura contemporânea, ao apostar em soluções que combinam engenharia e experiência urbana.

A obra avança para as etapas finais de acabamento interno e externo, enquanto o mercado acompanha de perto o comportamento da nova torre, que começa a redefinir não só o skyline da cidade, mas também a forma como futuros arranha-céus serão projetados.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.