A morte de Ali Larijani, confirmada por autoridades iranianas nesta terça-feira, reposiciona o conflito entre Irã e Israel em um patamar mais sensível, com impacto direto na cadeia de comando do regime e na condução da guerra.
Larijani, que comandava o Conselho Supremo de Segurança do Irã, foi atingido em um bombardeio aéreo em Teerã na noite de segunda-feira, em uma operação classificada por Israel como ataque de precisão. A ação ocorre em meio à sequência de ofensivas que se intensificaram nas últimas semanas.
Considerado um dos principais nomes do regime iraniano, Larijani acumulou poder após a morte de lideranças anteriores durante o conflito. Israel passou a tratá-lo como liderança central do sistema político e militar iraniano.
Segundo informações divulgadas por autoridades israelenses, o ataque teve como objetivo atingir diretamente a estrutura de comando do país adversário, reduzindo a capacidade de coordenação estratégica em meio à guerra.
Além dele, o comandante das forças Basij, Gholamreza Soleimani, também foi morto. O grupo tem papel relevante no controle interno e na repressão a protestos, o que amplia o impacto institucional das perdas.
Horas após o ataque, o Irã lançou uma nova onda de mísseis contra Israel, em um movimento que reforça a dinâmica de retaliação imediata entre os dois países. Parte dos projéteis caiu nas proximidades de áreas estratégicas em Jerusalém.
As forças israelenses confirmaram os impactos e orientaram a população a buscar abrigo, enquanto sirenes de alerta foram acionadas em diversas regiões do país.
A troca de ataques diretos entre os dois países entra em uma fase mais intensa, com alvos estratégicos sendo priorizados dos dois lados
O Exército iraniano afirmou ter atingido estruturas ligadas à indústria militar israelense, incluindo centros tecnológicos e fabricantes de armamentos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou a estratégia de enfraquecimento do regime iraniano, afirmando que a ofensiva busca abrir caminho para mudanças internas no país adversário.
A fala indica uma tentativa de ampliar a pressão não apenas militar, mas também política, apostando na instabilidade interna como fator complementar à guerra convencional.
O chefe do Estado-Maior israelense destacou que os ataques recentes trouxeram avanços considerados relevantes do ponto de vista operacional, com potencial de influenciar o curso da guerra.
A sequência de ações, no entanto, aponta para um cenário de escalada contínua, com ataques quase diários e ampliação do alcance das operações.
A morte de uma figura central como Larijani altera o equilíbrio interno do Irã, mas não reduz a intensidade do conflito. Pelo contrário, o padrão recente indica continuidade das ofensivas, com novos alvos estratégicos sendo considerados nas próximas operações.