A guerra envolvendo Irã, Israel e aliados ocidentais entrou neste sábado em um novo estágio de escalada militar, com ataques simultâneos em diferentes pontos do Oriente Médio e reflexos diretos em rotas estratégicas de aviação e transporte marítimo.
Explosões foram registradas em Jerusalém e sirenes de alerta soaram também em cidades do Golfo, enquanto sistemas de defesa interceptaram projéteis que tinham como alvo bases militares ligadas aos Estados Unidos. A movimentação ampliou o alcance do conflito, que já dura oito dias.
O episódio mais sensível ocorreu no Golfo, onde mísseis iranianos foram detectados em direção a alvos próximos a bases americanas. Em alguns casos, sistemas de defesa aérea de países da região interceptaram os projéteis antes de atingirem seus destinos.
A tensão militar provocou impacto direto no tráfego aéreo internacional. O aeroporto de Dubai, considerado o de maior fluxo internacional do planeta, chegou a suspender temporariamente suas operações após a detecção de projéteis na região.
Pouco depois, os voos foram parcialmente retomados, após interceptações realizadas pelos sistemas de defesa locais.
Além do impacto na aviação, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter utilizado drones contra um petroleiro que tentava atravessar uma passagem estratégica que dá acesso ao Golfo Pérsico, área crucial para o transporte global de petróleo.
Enquanto isso, Israel intensificou sua ofensiva militar com ataques a alvos considerados estratégicos dentro do território iraniano. Entre os pontos atingidos estavam uma academia militar, um centro de comando subterrâneo e um depósito de mísseis.
Outro alvo foi o aeroporto internacional de Mehrabad, em Teerã. A instalação sofreu um incêndio de grandes proporções após os bombardeios.
As operações também se estenderam ao território libanês. Israel realizou ataques contra posições do Hezbollah no sul e no leste do Líbano, ampliando a dimensão regional do confronto.
Segundo autoridades de saúde libanesas, os bombardeios deste sábado deixaram ao menos 16 mortos.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o país não aceitará exigências externas e respondeu diretamente às declarações recentes do governo norte-americano.
Os inimigos levarão para o túmulo o desejo de ver o povo iraniano se render
A declaração ocorreu após o governo dos Estados Unidos defender uma rendição incondicional de Teerã como condição para encerrar o conflito.
Apesar do tom duro, Pezeshkian também adotou uma postura conciliadora em relação aos países vizinhos do Golfo. O presidente pediu desculpas pelas tensões geradas na região e afirmou que o Irã não pretende lançar projéteis contra esses territórios, exceto se houver ataques iniciados a partir dessas bases.
No campo diplomático, o embaixador iraniano na ONU declarou que Washington não terá qualquer participação na escolha do próximo líder supremo do país, cargo que possui a palavra final em decisões de política externa e segurança nacional.
Segundo ele, a definição seguirá exclusivamente os procedimentos constitucionais do Irã e a vontade interna do país, sem interferência estrangeira.
O cenário indica uma ampliação das tensões geopolíticas, com ataques distribuídos em vários pontos da região e impacto direto em rotas estratégicas de comércio, energia e transporte internacional.
Enquanto governos da região reforçam sistemas de defesa e monitoramento aéreo, novas movimentações militares continuam sendo registradas em áreas próximas ao Golfo Pérsico e às fronteiras do Líbano, indicando que a escalada do conflito permanece em andamento.