Trump manteve o ultimato ao Irã até as 21h desta terça-feira, 7 de abril, para reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto ataques e ameaças escalam e colocam a economia global sob risco imediato. O prazo virou o principal gatilho do dia e concentra a expectativa sobre uma possível mudança de rumo na guerra.
O Estreito de Ormuz concentra uma parte relevante do transporte mundial de petróleo e qualquer interrupção ali afeta diretamente o preço da energia. O fechamento parcial promovido pelo Irã já elevou custos e aumentou a instabilidade nos mercados internacionais.
O Irã recusou recuar sob pressão e afirmou que não vai reabrir Ormuz em troca de concessões. Além disso, ameaçou expandir o conflito para Bab el-Mandeb, rota alternativa estratégica, ampliando o risco de bloqueio em mais de uma via marítima relevante.
Os Estados Unidos atingiram a ilha de Kharg, responsável por concentrar grande parte do petróleo iraniano, enquanto Israel ampliou ataques contra pontes, ferrovias e aeroportos. O Irã respondeu com novos ataques e indicou que pode atingir instalações energéticas de outros países.
O impacto começa no petróleo, que sobe com a incerteza, e se espalha para combustíveis, transporte e produção. Com energia mais cara, empresas repassam custos e consumidores perdem poder de compra, criando pressão inflacionária em vários países.
A ameaça de ataques a usinas de energia pode provocar apagões e afetar milhões de pessoas. Além disso, possíveis bombardeios a refinarias e rotas estratégicas aumentam o risco de desorganização no abastecimento global.
Um plano de cessar-fogo foi rejeitado, e não houve avanço nas negociações. O Irã defende discutir o fim definitivo da guerra, enquanto os Estados Unidos mantêm exigências mais amplas, o que mantém o impasse.
As ameaças de atingir infraestrutura civil levantaram questionamentos sobre possíveis violações do direito humanitário, ampliando a pressão diplomática em meio ao avanço militar.
Se não houver acordo dentro do prazo, a tendência é de escalada mais agressiva. O cenário aponta para impactos diretos em energia, mercados e estabilidade econômica global, com efeitos que podem ser sentidos rapidamente fora do Oriente Médio.