Guerra no Oriente Médio hoje 16/03/2026: Israel afirma ter destruído avião usado por Ali Khamenei em Teerã, o que esse ataque revela sobre a estratégia militar contra o regime iraniano
O Exército de Israel afirmou nesta segunda-feira (16) que destruiu uma aeronave apontada como utilizada pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em um ataque realizado no fim de fevereiro. Segundo os militares israelenses, o avião foi atingido durante uma operação conduzida na madrugada no aeroporto de Mehrabad, na capital iraniana.
De acordo com o comunicado divulgado pelas Forças de Defesa de Israel, a aeronave era usada pela liderança do regime iraniano para deslocamentos oficiais e também para operações ligadas à estrutura militar do país.
Segundo Israel, o avião era utilizado por Ali Khamenei e por outros integrantes da liderança iraniana para coordenar voos e operações relacionadas ao fortalecimento militar do regime.
A ofensiva ocorre em meio à escalada do conflito entre Israel e Irã, que nas últimas semanas passou a incluir ataques diretos contra estruturas consideradas estratégicas do governo iraniano.
Estrutura do regime iraniano é alvo de ataques
Autoridades israelenses afirmam que a destruição da aeronave faz parte de uma estratégia mais ampla voltada para enfraquecer a capacidade de coordenação do governo iraniano.
Segundo os militares, comprometer meios de transporte utilizados pela liderança política e militar pode dificultar a articulação do regime com aliados regionais e afetar a reorganização das estruturas de defesa.
- O avião teria sido destruído no aeroporto de Mehrabad, em Teerã
- A aeronave era usada por membros da liderança iraniana
- Israel afirma que o ataque compromete a coordenação militar do regime
Desde o início do confronto direto entre os dois países, Israel tem concentrado ataques em áreas da capital iraniana onde se localizam prédios governamentais e instalações consideradas estratégicas.
Morte de Khamenei intensificou o conflito
Ali Khamenei morreu em 28 de fevereiro após um ataque conduzido por forças americanas e israelenses em Teerã. Segundo relatos da mídia estatal iraniana citados por agências internacionais, o líder estava em seu escritório quando foi atingido durante a ofensiva.
Informações divulgadas posteriormente indicaram que membros da família também foram atingidos no ataque inicial.
Relatos citados pela imprensa regional apontaram a morte de uma filha, de um genro e de um neto do líder iraniano. A morte de sua esposa chegou a ser confirmada, mas foi posteriormente negada por veículos locais.
Após a morte de Khamenei, seu filho Mojtaba Khamenei foi nomeado líder supremo do país no início de março.
Estado de saúde do novo líder gera especulações
Autoridades iranianas confirmaram que Mojtaba Khamenei ficou ferido no primeiro ataque realizado contra Teerã. O governo afirma que ele sobreviveu e se recupera.
Declarações de integrantes da administração iraniana indicam que o novo líder estaria fora de perigo. Já autoridades americanas chegaram a afirmar que Mojtaba sofreu múltiplas fraturas durante o ataque.
A ausência de aparições públicas ou discursos desde a nomeação tem alimentado especulações sobre o real estado de saúde do líder iraniano.
| Evento recente | Data |
|---|---|
| Morte de Ali Khamenei | 28 de fevereiro |
| Nomeação de Mojtaba Khamenei | 8 de março |
| Destruição do avião em Teerã | 16 de março |
Israel mantém bombardeios frequentes na capital iraniana e afirma que continuará atacando estruturas consideradas fundamentais para a capacidade militar do país, enquanto o governo de Teerã ainda não confirmou oficialmente a destruição da aeronave atingida no aeroporto de Mehrabad.
Israel iniciou nesta segunda-feira (16) uma nova fase da guerra no Oriente Médio ao lançar operações terrestres limitadas no sul do Líbano, ao mesmo tempo em que mantém bombardeios contra alvos na capital iraniana, Teerã. A ofensiva ocorre após semanas de escalada militar envolvendo Israel, Hezbollah e Irã, ampliando o risco de um conflito regional de maior alcance.
Segundo comunicado divulgado pelo Exército israelense, a entrada de tropas no território libanês tem como objetivo atingir redutos do Hezbollah próximos à fronteira e reforçar o que os militares chamam de zona de defesa avançada ao norte de Israel.
As operações fazem parte de esforços para desmontar infraestrutura militar do Hezbollah e aumentar a segurança das cidades israelenses próximas à fronteira.
Antes da incursão terrestre, Israel realizou ataques aéreos e disparos de artilharia contra posições consideradas estratégicas do grupo armado libanês.
Escalada militar envolve Hezbollah e Irã
O Líbano entrou diretamente no conflito em 2 de março, quando o Hezbollah atacou posições israelenses em resposta ao assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro durante um ataque israelense em Teerã.
Desde então, a troca de ataques ampliou a instabilidade na região.
- Bombardeios israelenses no Líbano já deixaram cerca de 850 mortos
- Mais de 830 mil pessoas foram deslocadas dentro do país
- Ao menos 130 mil ficaram desabrigadas
No domingo (15), um bombardeio israelense no sul do Líbano matou um dirigente do Hamas palestino, aliado do Hezbollah. O grupo afirmou ter respondido com o lançamento de um míssil contra uma base aérea no centro de Israel.
Na mesma noite, aviões israelenses voltaram a bombardear bairros da periferia sul de Beirute após ordens de evacuação emitidas durante a manhã.
Também no sul do país, integrantes da força de paz da ONU foram alvo de disparos, segundo a Finul, missão internacional que atua na região.
Ataques também atingem o Irã
Enquanto amplia a ofensiva no Líbano, Israel continua bombardeando alvos em território iraniano.
Explosões foram registradas ao meio-dia desta segunda-feira em Teerã, após uma sequência de ataques durante a madrugada. Segundo o governo iraniano, depósitos de combustível foram atingidos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os ataques violam o direito internacional e classificou as ações como um ato de ecocídio.
Em resposta, Teerã intensificou ataques contra interesses americanos e infraestruturas estratégicas na região do Golfo.
Drones e ataques atingem centros do petróleo
A guerra começou a afetar diretamente rotas energéticas e centros logísticos da região.
Nos Emirados Árabes Unidos, o aeroporto internacional de Dubai precisou suspender operações por várias horas após um ataque com drone que provocou incêndio em um tanque de combustível.
Outro drone atingiu a zona petrolífera de Fujairah, localizada próxima ao Estreito de Ormuz, área por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo.
A Arábia Saudita informou ter interceptado 61 drones lançados contra o leste do país.
| Impactos imediatos da guerra | Dados recentes |
|---|---|
| Mortes no Líbano | cerca de 850 |
| Deslocados | mais de 830 mil |
| Desabrigados | 130 mil |
| Preço do petróleo | cerca de US$ 100 por barril |
Para conter o impacto no mercado de energia, países da Agência Internacional de Energia decidiram liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas.
O Japão, altamente dependente do Oriente Médio, começou a utilizar parte de seus estoques nacionais.
Pressão diplomática cresce
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que países da Otan e também a China enviem navios de guerra para proteger o Estreito de Ormuz, principal corredor de transporte de petróleo do planeta.
Segundo Trump, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás liquefeito passa pela região.
O presidente também afirmou que Washington discute com o Irã um possível fim para o conflito, embora tenha dito que Teerã ainda não estaria pronto para encerrar a guerra.
Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron conversou com o líder iraniano Massoud Pezeshkian e pediu a interrupção imediata dos ataques contra países da região.
Macron afirmou que a escalada militar ameaça mergulhar todo o Oriente Médio em um cenário de instabilidade prolongada e defendeu a retomada da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia, enquanto as operações militares continuam se intensificando em vários pontos da região.