Terça-feira daquelas em que o controle remoto trabalha mais do que lateral em time que joga com ponta aberto. A bola começa a rolar às 16h30 na Premier League, com Bournemouth x Brentford, Everton x Burnley e Leeds x Sunderland dividindo a atenção do torcedor que gosta de futebol raiz, marcação alta e estádio cheio mesmo no frio europeu. Um pouco depois, Wolverhampton x Liverpool entra em cena, jogo que costuma ter ritmo de videogame no modo acelerado. No mesmo horário das 17h, Barcelona x Atlético de Madrid promete aquele roteiro conhecido, posse de bola de um lado, linha baixa e contra-ataque venenoso do outro. E ainda tem Como x Internazionale na Copa da Itália, duelo que pode até parecer discreto no nome, mas sempre entrega drama, cartão e técnico gesticulando como maestro de ópera.
Quando o relógio aponta 20h, a Copa do Brasil assume o protagonismo com CRB x Porto/PA, confronto que lembra ao torcedor que mata-mata não respeita favoritismo. Às 21h30, o cardápio fica mais encorpado: Barcelona de Guayaquil x Botafogo pela Libertadores, aquele clima de caldeirão, pressão da arquibancada e catimba estratégica que faz parte do pacote sul-americano. No mesmo horário, Figueirense x Azuriz fecha a noite pela Copa do Brasil, jogo para quem gosta de acompanhar cada detalhe, do primeiro carrinho ao último apito. É dia de maratona, de dividir tela, de conferir tabela e de fazer conta antes mesmo da rodada terminar. Porque futebol é isso: 90 minutos que parecem novela, com herói improvável, vilão momentâneo e comentarista pronto para cravar que já sabia de tudo no intervalo.