A terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, encerra os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro na Marquês de Sapucaí, com quatro escolas na avenida a partir das 22h. É a última oportunidade de impacto antes da apuração, em uma disputa tradicionalmente decidida por diferenças mínimas de pontuação.
O Paraíso do Tuiuti inicia a programação com o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, que aborda a conexão ancestral e religiosa entre Cuba e Brasil. A escola explora a diáspora iorubá, a resistência escrava e a sabedoria do oráculo Ifá, apostando em uma narrativa centrada na herança africana e na religiosidade como elemento estruturante do desfile.
Às 23h30, a Unidos de Vila Isabel apresenta “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”. O enredo homenageia o pintor e sambista Heitor dos Prazeres e propõe uma viagem musical e religiosa às raízes africanas do samba, articulando memória cultural e identidade.
Na sequência, à 1h, a Acadêmicos do Grande Rio leva à Sapucaí “A Nação do Mangue”, celebrando o movimento Manguebeat, surgido em Recife nos anos 1990. A proposta destaca a força cultural e musical do Nordeste e sua influência na cena brasileira contemporânea.
Encerrando a noite, às 2h30, a Acadêmicos do Salgueiro presta homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, reconhecida por sua contribuição estética ao carnaval. O desfile celebra sua obra e reforça o papel dos criadores que moldam o espetáculo visual da avenida.