Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, viajou em jato privado de um dos maiores doadores da campanha de Tarcísio de Freitas, segundo documentos citados por coluna da Folha de São Paulo
Lulinha viajou em jato de doador de R$ 2 milhões a Tarcísio e caso entra no radar político
Lulinha viajou em 19 de fevereiro de 2025 de Brasília a São Roque em um jato privado ligado a um dos principais financiadores da campanha de Tarcísio de Freitas em 2022. O voo foi feito ao lado do advogado Otto Medeiros de Azevedo Jr., segundo documentos revelados pela Folha de SP.
Quem estava no voo com Lulinha?
O empresário viajou acompanhado do advogado Otto Medeiros, que já atuou na sua defesa em um processo por sonegação fiscal envolvendo a empresa GameCorp. Esse processo foi posteriormente anulado na Justiça, encerrando a acusação sem condenação.
A presença do advogado no voo reforça a ligação profissional entre os dois, já estabelecida em momentos anteriores, e adiciona um elemento relevante ao contexto da viagem, que passa a ser analisada além de um deslocamento comum.
Qual a ligação com a campanha de Tarcísio?
Otto Medeiros aparece como um dos principais financiadores da campanha de Tarcísio de Freitas em 2022, com doação de R$ 2 milhões. O valor o coloca no mesmo nível de outros grandes apoiadores políticos do atual governador de São Paulo.
Essa conexão chama atenção porque coloca no mesmo cenário o filho do presidente da República e um dos principais nomes por trás do financiamento eleitoral de um governador que deve disputar reeleição.
O que diz a defesa de Lulinha?
A defesa afirmou que o voo foi pontual e de natureza privada, evitando dar detalhes sobre o motivo da viagem ou a relação com os envolvidos. O posicionamento tenta afastar qualquer interpretação de vínculo político ou institucional.
Segundo os advogados, o episódio deve ser tratado como parte da vida pessoal, sem implicações públicas, mesmo diante da repercussão gerada após a divulgação dos documentos.
Por que a viagem ganhou repercussão?
O caso ganhou força porque envolve personagens centrais do cenário político e financeiro, conectando o filho do presidente a um doador relevante de campanha estadual. Esse tipo de relação amplia o interesse público e político.
A exposição ocorre em um momento de disputa e tensão política, o que transforma um deslocamento privado em um tema com potencial impacto na narrativa pública.
Existe outro episódio envolvendo Lulinha em investigação?
Outro caso citado envolve uma viagem de Lulinha a Portugal em 2024 ao lado de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado pela Polícia Federal como articulador de fraudes na previdência.
A defesa também nega qualquer relação de negócios nesse episódio, reforçando que não há vínculo com o investigado, mesmo com a presença conjunta na viagem internacional.
O que esse caso pode gerar politicamente?
A sequência de episódios e conexões expostas aumenta a pressão política e pode alimentar investigações, como as conduzidas pela CPMI do INSS. Parlamentares já utilizam esses elementos para ampliar o escopo das apurações.
O caso reforça como relações privadas podem ganhar dimensão pública quando envolvem figuras centrais do poder e agentes ligados ao financiamento político.














