General Motors revelou a silhueta do Chevrolet Sonic e confirmou o lançamento do novo SUV compacto no primeiro semestre de 2026, abrindo a disputa direta no segmento de entrada. O modelo nasce a partir do Onix e chega para enfrentar rivais já consolidados, com produção nacional e foco em volume, parte da traseira já tinha sido revelada pela Chevrolet.
A confirmação veio em um vídeo institucional de retrospectiva de 2025, no qual a montadora mostrou o perfil lateral do carro sem revelar medidas ou detalhes técnicos adicionais. Antes disso, a GM já havia antecipado a traseira, destacando lanternas em LED interligadas por uma peça que cruza a tampa do porta-malas até a gravata preta no centro. O conjunto visual reforça a leitura de um SUV urbano, alinhado às projeções independentes que circulam desde o início do ano e que ajudaram a moldar a expectativa do público.
Na dianteira, o Sonic segue a linguagem mais recente da Chevrolet no Brasil, vista em Spin, Montana e Tracker. Os faróis são divididos em dois níveis, com assinatura luminosa elevada e blocos principais mais baixos, enquanto a grade adota desenho em colmeia. Os para-lamas levemente alargados buscam transmitir robustez sem romper com a proposta urbana do carro, que mira quem migra de hatches compactos para o primeiro SUV.
Por dentro, a GM ainda mantém o suspense. A tendência é aproveitar a base do Onix, com ajustes de acabamento, novas texturas e materiais, além da já conhecida central multimídia MyLink e painel digital. A estratégia indica racionalização de custos e manutenção de uma oferta competitiva, com pacotes de assistência à condução reservados às versões mais caras, seguindo o padrão da marca no segmento.
O Sonic será produzido em Gravataí, no Rio Grande do Sul, ao lado do Onix e do Onix Plus, compartilhando componentes e cadeia de fornecedores. Sob o capô, a aposta é no 1.0 turbo flex de três cilindros, com injeção direta e correia banhada a óleo, combinado ao câmbio automático de seis marchas. A possibilidade de uma versão manual de entrada amplia o alcance do modelo e ajuda a posicioná-lo abaixo das versões mais equipadas.
A chegada do Sonic acontece em um momento de forte aquecimento entre os SUVs compactos de entrada, faixa hoje disputada por Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera. O bom desempenho recente dos lançamentos mostra que o consumidor brasileiro está disposto a pagar um pouco mais por visual e posição de dirigir elevados, desde que o conjunto entregue custo de uso controlado e tecnologia suficiente para o dia a dia. Nesse cenário, o Sonic surge como a principal cartada da Chevrolet para não perder espaço em um dos segmentos mais estratégicos do mercado.