Corvette ZR1 2026 quebra recorde em Mosport e vira nova referência entre superesportivos de rua
Pontos Principais:
- Corvette ZR1 2026 marcou 1min18s2 no Canadian Tire Motorsports Park, no Canadá.
- O recorde anterior era do Corvette Z06 2023, também guiado por Ron Fellows.
- O modelo usa motor V8 5.5 biturbo central-traseiro com 1.064 cv de potência.
- Pacote aerodinâmico ZTK gera até 544 kg de downforce em uso de pista.
- Ron Fellows destacou ganho de velocidade superior a 30 km/h em curvas críticas.
- O ZR1 acumula recordes em pistas como Watkins Glen, Road America e VIR.
Com mais de mil cavalos sob o capô e um tempo que reescreve a própria referência da pista, o Chevrolet Corvette ZR1 voltou a mostrar por que ainda é tratado como joia da General Motors. A volta recorde em Mosport não é só um número, é a tradução prática de décadas de evolução focadas em desempenho real.
O feito aconteceu no Canadian Tire Motorsports Park, circuito conhecido no Canadá simplesmente como Mosport. É uma pista antiga, rápida, técnica e sem concessões, daquelas que não perdoam erros e expõem qualquer desequilíbrio de chassi, freio ou aerodinâmica. Ali, o Corvette ZR1 2026 completou a volta em 1min18s2, um tempo que não apenas derrubou o recorde anterior, como abriu uma diferença considerável em relação ao antigo líder.

Até então, o dono da melhor marca era o Corvette Z06 2023, com 1min22s12. A curiosidade é que ambos os tempos foram cravados pelo mesmo piloto, Ron Fellows, o que elimina qualquer dúvida sobre comparação de condições. Quando o mesmo piloto anda com dois carros diferentes no mesmo circuito, a diferença de desempenho aparece de forma cristalina.
Fellows não é apenas um piloto experiente. Ele é parte da história do Corvette nas pistas. Vencedor de provas icônicas como Le Mans e Daytona, acumulou décadas guiando modelos da marca em alto nível. Para completar, ele é coproprietário de Mosport, conhece cada ondulação, cada ponto de frenagem e cada área onde um carro pode ganhar ou perder décimos preciosos. Não existe cenário mais favorável para extrair tudo de um carro de pista homologado para as ruas.
Mas o tempo não veio só do talento ao volante. O Corvette ZR1 entrega uma base técnica que explica o salto de desempenho. O motor é um V8 5.5 biturbo, montado em posição central-traseira, capaz de gerar 1.064 cv. É potência em nível de hipercarro, combinada a uma arquitetura pensada para equilíbrio e tração. A aceleração de 0 a 96 km/h em 2,3 segundos mostra força bruta, mas em Mosport isso é apenas parte da equação.

O grande diferencial aparece na aerodinâmica. O pacote ZTK, voltado ao uso em pista, transforma o ZR1 em um carro completamente diferente do ponto de vista dinâmico. Com elementos específicos para gerar carga aerodinâmica, o conjunto alcança até 544 kg de downforce. Na prática, isso significa mais aderência em curvas rápidas, mais estabilidade em alta velocidade e maior confiança para atacar o traçado sem hesitação.
O próprio Fellows explicou que, em trechos críticos do circuito, como a famosa curva 8 de Mosport, o ZR1 permitiu frear praticamente no mesmo ponto usado com o Z06, porém chegando mais de 30 km/h mais rápido. Esse tipo de diferença não vem apenas do motor. Ela nasce do conjunto, do acerto fino entre chassi, suspensão, pneus, aerodinâmica e freios.
O recorde no Canadá não é um caso isolado. O Corvette ZR1 vem empilhando tempos rápidos em pistas tradicionais da América do Norte, como Watkins Glen, Road America, Road Atlanta e diferentes configurações do Virginia International Raceway. A Chevrolet usa esses circuitos como vitrines técnicas, mostrando que o ZR1 não foi feito apenas para impressionar em ficha técnica ou em arrancadas, mas para funcionar no limite, volta após volta.

Há ainda um detalhe visual que chamou atenção. O carro usado em Mosport aparenta fazer parte da coleção Stars & Steel, um conjunto estético que reforça a identidade norte-americana do modelo. Isso levanta a possibilidade de uma futura série especial ou edição limitada prevista para 2026, algo que historicamente acompanha momentos marcantes na trajetória do Corvette.
No fim das contas, o novo recorde em Mosport reforça algo que o tempo insiste em provar. Mesmo em uma indústria cada vez mais dominada por SUVs, picapes e eletrificação, o Corvette continua sendo o laboratório máximo de performance da Chevrolet. E o ZR1, com números, engenharia e resultados concretos em pista, segue sustentando o título de um dos superesportivos de rua mais rápidos do planeta, não por discurso, mas por cronômetro.














