A Hyundai convocou proprietários do i30 fabricado entre dezembro de 2010 e junho de 2011 para um recall que envolve o sistema de airbag do motorista. O chamado tem caráter preventivo, mas revela a atenção crescente da indústria automotiva à segurança passiva — especialmente em componentes que só se manifestam em situações de impacto. A medida veio após um acidente no exterior, no qual o inflador do airbag apresentou falha e se rompeu no momento do acionamento. No Brasil, não há registros de incidentes, mas a fabricante optou por ampliar o alerta.
Segundo comunicado, o problema está no inflador do airbag do motorista, peça responsável por liberar o gás que infla a bolsa de proteção. Em casos extremos, o componente pode se romper, comprometendo o funcionamento do sistema e expondo o condutor a risco de ferimentos graves ou fatais.
Embora nenhum caso tenha sido identificado no mercado brasileiro, a montadora decidiu incluir as unidades locais do Hyundai i30 na campanha de substituição. O recall abrange carros com os oito últimos dígitos do chassi entre BU111376 e CU352988.
O procedimento de reparo leva cerca de uma hora e deve ser agendado em uma concessionária da marca. O atendimento é gratuito, e o agendamento pode ser feito pelo telefone 0800-770-3355 ou no site oficial da Hyundai.
O alerta sobre airbags voltou a ganhar destaque após anos de investigações envolvendo fornecedores e falhas em diferentes fabricantes. Ainda que o caso da Hyundai não esteja ligado diretamente ao antigo escândalo dos infladores Takata, o episódio reforça a importância dos testes contínuos de durabilidade e qualidade desses dispositivos, especialmente em veículos mais antigos.
Recalls desse tipo não apenas previnem acidentes, mas também ajudam a reforçar a confiança do consumidor em marcas que agem de forma transparente. No caso do i30, a decisão de agir mesmo sem registros locais demonstra uma postura preventiva. A estratégia também evita possíveis questionamentos futuros sobre a responsabilidade da fabricante em incidentes que poderiam ser evitados.
Quem possui um i30 2011 ou 2012 deve conferir o número do chassi no documento do veículo e verificar se está dentro da faixa informada. Caso esteja, o ideal é agendar imediatamente a troca do inflador, mesmo que o carro apresente funcionamento normal.
Recalls não geram custo ao proprietário e não interferem na garantia. Além disso, constar como “recall atendido” pode valorizar o carro em uma eventual revenda, já que demonstra manutenção em dia e cumprimento das recomendações da montadora.
Especialistas em segurança automotiva destacam que recalls são parte natural do ciclo de vida de um veículo moderno, que reúne milhares de componentes produzidos por diferentes fornecedores. A resposta rápida e o cumprimento das campanhas de reparo ajudam a reduzir riscos e preservam a integridade dos sistemas de segurança.
No caso do Hyundai i30, a substituição do inflador garante que o airbag continue operando dentro dos padrões de eficiência esperados. Mesmo em modelos mais antigos, a atualização dos componentes críticos é essencial para manter a proteção do condutor em caso de colisão.
Fonte: G1.