Uber é condenada a indenizar mulher cega em U$ 1,1 milhão

A empresa de transporte particular Uber foi condenada pela corte de arbitragem a pagar mais de U% 1,1 milhão a uma mulher cega e seu cão-guia. O motivo da condenação é que foi negado à passageira e seu companheiro o transporte por 15 vezes por motoristas da plataforma.

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4 meses atrás
Uber é condenada a indenizar mulher cega em U$ 1,1 milhão

O fato aconteceu na Califórnia, Estados Unidos. Além da recusa das viagens, que por si só já seria motivo suficiente para a penalização, as negativas ocasionaram atraso no serviço, na Missa de Natal e na comemoração do seu próprio aniversário.

Uma grande crueldade

A americana Lisa Irving sofreu discriminação em face de sua deficiência física por parte de motoristas da plataforma Uber, que recusavam, cancelavam ou se irritavam durante as viagens.

Numa entrevista concedida ao jornal americano The San Francisco Chronicle, Lisa contou que mais de 60 viagens foram canceladas antes dos motoristas chegarem e pelo menos 15 foram recusadas por causa do seu companheiro cão-guia.

Além disso, conta ainda que durante uma viagem o motorista do aplicativo se irritou e ameaçou deixá-los no meio da estrada caso o cão não se comportasse como ele entendia que devia ser.

Uber é condenada a indenizar mulher cega em U$ 1,1 milhão
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Uma penalidade proporcional

A Justiça americana entendeu que a empresa Uber deveria ser penalizada porque não disciplinou os motoristas de sua plataforma no sentido de evitar esse tipo de discriminação. Mais do que isso, permitiu que esse tipo de atitude continuasse acontecendo.

Embora o valor possa parecer alto – e é mesmo – está perfeitamente proporcional às condições da empresa. Se a penalidade fosse baixa, possivelmente nada seria feito no sentido de corrigir o problema.

Não é a primeira condenação

A prova do que acima foi dito é que esse tipo de condenação face à Uber já aconteceu no passado. Em 2016, empresa foi condenada a pagar U$ 2,6 milhões exatamente pelo mesmo motivo, discriminação em relação a pessoas cegas com seus cães-guias.

Atualmente a companhia tem uma política para animais de serviço, mas parece que não está funcionando como o esperado. Apesar do valor milionário, de acordo com o sistema judiciário americano, Lisa deverá arcar com as custas processuais e honorários advocatícios, o que lhe custará mais de U$ 800 mil.

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