Em 2025, o Brasil está testemunhando uma transição significativa no mercado de veículos eletrificados. O aumento nas buscas por carros elétricos usados é um reflexo de uma mudança no comportamento dos consumidores. Segundo levantamento da Webmotors, houve um crescimento de 57% nas pesquisas por carros elétricos seminovos no primeiro semestre do ano.
Esse aumento pode ser atribuído à dificuldade que muitos consumidores enfrentam ao tentar adquirir carros elétricos 0 km, devido aos preços elevados. Com isso, os modelos usados se tornam uma alternativa mais acessível para quem deseja adotar a tecnologia elétrica, mas não pode arcar com os altos custos dos carros novos.
A marca chinesa BYD tem se destacado nesse cenário. O modelo BYD Seal foi o mais buscado entre os carros elétricos usados no Brasil, seguido pelo BYD Dolphin e Dolphin Mini. Esses veículos oferecem uma excelente combinação de autonomia, tecnologia e um preço competitivo, o que atrai diversos perfis de consumidores.
Os modelos premium também têm sua presença no ranking, com o Porsche Taycan e o Volvo XC40 aparecendo entre os mais procurados. Apesar de seu preço mais elevado, esses veículos continuam atraindo um público fiel que busca luxo e desempenho, mesmo em versões seminovas.
Além dos carros elétricos, outro segmento que tem ganhado força no mercado de seminovos é o dos carros híbridos. As buscas por híbridos usados aumentaram 41% no primeiro semestre de 2025, o que demonstra o crescente interesse por soluções de mobilidade mais sustentáveis e econômicas. O Toyota Corolla é o líder de buscas entre os híbridos, seguido de modelos como o Volvo XC60 e o Porsche Cayenne.
Com o aumento das opções de veículos elétricos e híbridos, o mercado de seminovos se torna cada vez mais relevante. Para os consumidores que buscam entrar no mundo dos veículos eletrificados, mas sem gastar muito, os carros usados têm se mostrado uma solução interessante.
A crescente popularidade desses veículos reflete não apenas a evolução do mercado automotivo, mas também uma mudança no comportamento dos consumidores, que estão cada vez mais dispostos a investir em tecnologias mais verdes e sustentáveis.