O Chevrolet Cobalt 2020 marcou o fim de linha de um dos sedãs mais tradicionais da GM no Brasil, substituído pelo Onix Plus. Disponível em versões com motor 1.4 e 1.8, o modelo tinha como principais diferenciais o espaço interno e o porta-malas de 563 litros, um dos maiores da categoria. Era uma opção voltada principalmente a famílias que buscavam conforto em viagens e bom custo-benefício no mercado de usados.
A versão de entrada LT 1.4 trazia motor flex e câmbio manual, enquanto a mais completa LTZ 1.8 oferecia opção de transmissão automática. Com design simples, mas funcional, o Cobalt 2020 manteve o foco em robustez e confiabilidade, mesmo não acompanhando algumas evoluções tecnológicas de seus concorrentes.
O Cobalt 2020 foi oferecido em duas configurações de motorização: o 1.4 flex de 106 cv com câmbio manual de cinco marchas e o 1.8 flex de 111 cv, disponível tanto com câmbio manual quanto automático de seis marchas. Essa variedade atendia tanto quem buscava economia no dia a dia quanto quem desejava mais conforto ao dirigir.
O motor 1.8 era mais indicado para quem precisava de melhor desempenho em rodovias e viagens longas, garantindo retomadas mais seguras e maior suavidade com o câmbio automático. Já o 1.4, apesar de menos potente, se destacava pelo baixo custo de manutenção e pela simplicidade mecânica.
Em termos de desempenho, o Cobalt nunca foi referência em esportividade, mas cumpria bem sua proposta de ser um carro familiar. Sua robustez mecânica e confiabilidade conquistaram frotistas e motoristas de aplicativo, que valorizavam a durabilidade do conjunto.
No consumo, o Cobalt 2020 ficava dentro da média da categoria, mas não era destaque. O motor 1.4 manual alcançava cerca de 8,4 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada com etanol, enquanto no 1.8 automático os números caíam para 7,2 km/l e 10,6 km/l, respectivamente.
Apesar de não ser dos mais econômicos, o tanque de 54 litros garantia boa autonomia, principalmente em viagens com gasolina, onde podia superar os 600 km rodando em estrada. Para famílias e grupos de amigos, o modelo se mostrava adequado para longos percursos.
No uso urbano, o câmbio automático era aliado do conforto, mas elevava o consumo em comparação ao manual. Já o motor 1.4 se saía melhor em deslocamentos diários de curta distância, entregando mais equilíbrio entre custo e benefício.
Um dos grandes trunfos do Cobalt 2020 era o espaço interno. O carro oferecia conforto para cinco ocupantes, com bom espaço para pernas e cabeça, além do porta-malas de 563 litros, referência no segmento.
No quesito tecnologia, trazia direção elétrica progressiva, ar-condicionado, central multimídia MyLink compatível com Android Auto e Apple CarPlay, e câmera de ré nas versões mais completas. O acabamento era simples, mas funcional, com boa ergonomia.
Em segurança, oferecia o básico da época: freios ABS, airbags frontais e sistema Isofix para cadeirinhas infantis. Não acompanhava rivais em recursos mais avançados, como controles de estabilidade e tração, ausentes no modelo.
No mercado de usados em 2025, o Chevrolet Cobalt 2020 pode ser encontrado em diferentes faixas de preço. Os valores variam conforme versão, estado de conservação e quilometragem, mas seguem a tabela FIPE de forma aproximada:
Ao buscar um usado, é importante verificar o histórico de manutenção, atenção ao desgaste da suspensão (ponto criticado por proprietários) e checar eventuais barulhos internos. Avaliar consumo de óleo e sistema de arrefecimento também é recomendado.
O maior destaque do Cobalt 2020 é o espaço. Nenhum concorrente da época oferecia um porta-malas tão generoso, o que fazia dele uma excelente opção para famílias que viajavam com frequência.
O conforto interno também merece menção, com suspensão ajustada para absorver bem irregularidades, garantindo rodagem agradável em estradas e no uso urbano. A posição de dirigir, mesmo sem ajuste de profundidade do volante, era considerada boa pela maioria dos motoristas.
Outro ponto positivo era a robustez mecânica. Com manutenção relativamente acessível e motores conhecidos, o Cobalt se mostrou um carro confiável e com boa durabilidade, valorizado especialmente no mercado de frotistas.
O consumo de combustível era um dos pontos mais criticados, sobretudo na versão 1.8 automática, que podia ser pouco eficiente em uso urbano.
Outro ponto negativo estava ligado à ausência de recursos modernos de segurança e tecnologia, já comuns em rivais no mesmo período, o que deixou o Cobalt defasado em relação ao mercado.
Por fim, a suspensão, apesar de confortável, era apontada como frágil por alguns proprietários, exigindo manutenção frequente. A falta de refinamento no acabamento interno também era alvo de críticas, considerando seu preço na época.
Fonte: GM.