A Kia Tasman 2026 começou pela Argentina e já mostrou que não veio para ser picape de vitrine. É a primeira média da marca e chega com missão pesada no Brasil.
A estreia argentina trouxe três versões, motores 2.5 turbo a gasolina e 2.2 turbodiesel, câmbio automático de oito marchas e tração 4x4 selecionável.
A Tasman aposta em força de verdade: tem marcha reduzida e bloqueio do diferencial traseiro, pacote que conversa com quem cobra capacidade fora do asfalto.
O motor 2.2 turbodiesel entrega 202 cv e 44,9 kgfm, uma escolha mais próxima do uso clássico de picape média, com força para trabalho e estrada.
O 2.5 turbo a gasolina muda o tom da conversa. Com 281 cv e 42,9 kgfm, a Tasman tenta vender desempenho em um segmento acostumado ao diesel.
O problema da Kia não está só no motor. Hilux, Ranger e Amarok já têm nome, rede e histórico, três coisas que pesam muito na compra de picape média.
O visual também divide opiniões. A frente alta e o desenho fora do padrão dão personalidade, mas podem afastar quem prefere uma picape mais convencional.
Na Austrália, a reação abaixo do esperado acendeu alerta. A Kia já estuda acessórios e ajustes de percepção, mas não antecipou facelift para o modelo.
Na Argentina, a Tasman parte de R$ 291.887,25 e chega a R$ 401.028,00. No Brasil, o preço será decisivo para transformar curiosidade em venda.