Mil reais separam as duas versões do BYD Dolphin Mini 2027, uma diferença pequena para um carro que custa quase R$ 120 mil, mas suficiente para colocar o comprador diante de uma escolha que envolve autonomia, equipamentos e até a quantidade de airbags, porque o modelo mais barato não entrega exatamente o mesmo carro por menos dinheiro.
A versão GL parte de R$ 118.990 e tem como principal público frotistas, taxistas e pessoas com deficiência, enquanto a GS custa R$ 119.990 e oferece uma bateria maior, com 38 kWh contra 30,08 kWh da configuração de entrada, diferença que aparece na autonomia homologada pelo Inmetro, de 280 km na GS e 224 km na GL, ou seja, 56 km adicionais para quem depende da recarga para organizar os deslocamentos.

Essa distância também aparece quando chega a hora de conectar o carro à tomada, pois a GL aceita recarga rápida em corrente contínua de até 30 kW, enquanto a GS chega a 40 kW, embora ambas mantenham o limite de 6,6 kW em corrente alternada e ofereçam a tecnologia V2L, que permite aproveitar a energia armazenada na bateria para alimentar equipamentos externos.
Debaixo do capô, entretanto, ninguém ganha potência extra por pagar mais, já que as duas versões utilizam o motor elétrico dianteiro de 75 cv e 13,8 kgfm, aceleram de 0 a 100 km/h em 14,9 segundos e alcançam 130 km/h de velocidade máxima, números que deixam claro que a diferença entre GL e GS não está na força do motor, mas na quantidade de energia disponível e no que cada uma oferece ao motorista.

A GL mantém faróis e lanternas de LED, rodas de liga leve de 16 polegadas, central multimídia de 10,1 polegadas e Auto Hold, mas abre mão do ajuste elétrico do banco do motorista, da regulagem de profundidade do volante e do carregador de celular por indução, equipamentos presentes na GS, que também acrescenta vidro elétrico do motorista com função de um toque e sistema antiesmagamento.
Na segurança, a diferença merece atenção especial, porque a configuração de entrada tem quatro airbags, enquanto a GS oferece seis, incluindo bolsas laterais dianteiras, uma distinção que não aparece nas fotografias dos carros e que pode passar despercebida por quem compara apenas preço, autonomia e tamanho da bateria.

O espaço disponível não muda entre as versões, com 3,78 metros de comprimento, 1,71 metro de largura, 1,58 metro de altura, entre-eixos de 2,50 metros e porta-malas de 230 litros, enquanto o peso passa de 1.165 kg na GL para 1.239 kg na GS, diferença ligada principalmente à bateria, sem alterações na suspensão McPherson dianteira, no eixo de torção traseiro ou nos freios a disco nas quatro rodas, e nenhuma delas traz estepe, apenas kit de reparo para pneus.
A garantia também exige atenção de quem pretende trabalhar com o elétrico, pois clientes particulares recebem seis anos de cobertura para o veículo, oito anos sem limite de quilometragem para a bateria e oito anos ou 200 mil km para o motor, enquanto no uso comercial o carro passa a ter dois anos ou 100 mil km, a bateria mantém oito anos com limite de 500 mil km e o motor recebe seis anos ou 150 mil km, com revisões programadas a cada 20 mil km ou 12 meses e valores que vão de R$ 361 na primeira até R$ 1.548 na revisão de 200 mil km.

O Dolphin Mini 2027 coloca duas propostas muito próximas na tabela, mas bastante diferentes naquilo que o motorista leva para casa, com a GL direcionada principalmente às vendas diretas e a GS oferecendo mais autonomia, equipamentos e proteção por apenas R$ 1.000 adicionais. Você economizaria esse dinheiro ou escolheria a versão com bateria maior e seis airbags?
Com informações do Terra.


