O governo brasileiro negocia com a BYD a expansão de investimentos da empresa chinesa em setores estratégicos, incluindo lítio, baterias e armazenamento de energia. Durante visita à China, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reuniu com o vice-presidente da BYD na América Latina, Oscar Su, para discutir a possibilidade de formação de parcerias com companhias nacionais para exploração mineral e produção de componentes no Brasil.
Pontos Principais:
A viagem do ministro Alexandre Silveira à China inclui reuniões com gigantes chinesas, com foco na expansão da presença industrial da BYD no Brasil. A empresa é líder global na produção de carros elétricos e sistemas de baterias, e planeja ampliar suas atividades em território nacional.
Segundo Silveira, a BYD demonstrou interesse em atuar na extração de minerais estratégicos, especialmente o lítio, essencial na fabricação de baterias. A empresa busca parcerias com companhias brasileiras para estabelecer uma cadeia produtiva completa dentro do país, do minério à montagem de sistemas de energia.
Além do setor automotivo, a BYD também pretende investir em sistemas de armazenamento de energia elétrica, considerados essenciais para integrar fontes renováveis à matriz energética nacional. O ministro afirmou que a empresa está alinhada com a política chinesa de fortalecimento das relações com o Brasil, que se tornou parceiro preferencial, segundo orientação do presidente Xi Jinping.
Silveira informou ainda que a visita faz parte dos preparativos para a viagem do presidente Lula à China, prevista para o mês seguinte. Na ocasião, deve ser assinado um memorando de entendimento para formalizar a cooperação entre Brasil e BYD no setor de baterias e mineração.
A empresa já tem presença sólida no Brasil, com sete fábricas em operação. A principal delas, em construção em Camaçari (BA), será a maior da BYD fora da Ásia. Os aportes visam consolidar o Brasil como polo estratégico para a transição energética e mobilidade elétrica na América Latina.
Fonte: Gov, Estadao, Oglobo e CNN.