O Citroën Basalt Vision aterrissa no Salão de São Paulo com a missão clara de reposicionar a marca no jogo dos SUVs de entrada. Nada de timidez. O conceito ganha corpo físico e chega rebaixado, cromado e cheio de atitude estética.
A movimentação não é apenas visual. O Vision tenta mostrar que a Citroën entendeu o impacto dos novos concorrentes, especialmente o VW Tera, e reage com sinais de maturidade técnica e refinamento que vão além do marketing.
A Citroën decidiu que o Vision precisava parecer especial. A suspensão mais baixa altera o centro de gravidade, melhora a impressão de controle visual e entrega aquela pegada mais esportiva que faltava ao Basalt de produção. Os emblemas escurecidos, a faixa traseira translúcida e o para-choque redesenhado reforçam o caráter de conceito, não um mero pacote cosmético.
Os faróis de LED ajudam na assinatura moderna. O conjunto traseiro, agora com saídas duplas cromadas, cria um contraste agressivo que o Basalt comum não tenta buscar.
O Vision nasce do topo de gama Dark Edition, mas ultrapassa fronteiras com o uso proposital da tonalidade André Red nos pontos de atenção do exterior. A escolha não é estética por acaso. A estratégia é reforçar identidade e criar um símbolo dentro da própria gama.
A cor exclusiva usada no aerofólio e nos detalhes laterais tem função de marcar o Vision como peça única. É o tipo de nuance que o público mais antenado nota na hora e que reforça a tentativa da marca de criar um código visual próprio.
As melhorias não vieram só no conceito. O Basalt 2026 corrigiu erros estruturais. O comando dos vidros traseiros saiu do console e foi para as portas, onde sempre deveria ter estado. A cabine ganhou tecido nos painéis e couro no painel principal. Pequenas intervenções, mas que afetam diretamente ergonomia, percepção de qualidade e convivência no uso urbano.
A chegada do VW Tera não passou despercebida na França. Foi o gatilho para o Basalt evoluir rápido.
O Vision não é promessa vazia. Ele antecipa o rumo estético da Citroën para os próximos anos e deve influenciar diretamente versões especiais ou até uma reestilização no ciclo de meia vida do Basalt. A marca precisa dessa afirmação para disputar espaço com Tera, Kicks e companhia.
O impacto real aparece no varejo. Um Basalt mais refinado, mais coerente e menos polêmico coloca a Citroën em posição competitiva num segmento onde imagem vale quase tanto quanto torque.
Fonte: Stellantis.