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GWM Haval H6 HEV2 mostra por que o híbrido de R$ 224 mil ganhou espaço no Brasil com 243 cv, porta-malas de 560 litros e consumo urbano de 14,7 km/l

GWM Haval H6 HEV2 tem motor híbrido de 243 cv, consumo de 14,7 km/l na cidade, porta-malas de 560 litros e preço de R$ 224 mil, com câmbio

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O GWM Haval H6 HEV2 tem uma maneira curiosa de fazer seus 1.699 kg parecerem menos importantes do que realmente são, basta pisar no acelerador para descobrir que um SUV familiar de quase 1,7 tonelada pode chegar aos 100 km/h em 7,9 segundos, graças ao trabalho de dois motores que entregam juntos 243 cv e 55 kgfm de torque, tudo isso em um carro de R$ 224 mil que também consegue fazer 14,7 km/l na cidade.

A explicação começa debaixo do capô, onde um motor 1.5 de quatro cilindros a gasolina entrega 150 cv e 24,5 kgfm, enquanto o motor elétrico acrescenta 177 cv e 30,6 kgfm, formando um conjunto híbrido pleno que não precisa ser ligado à tomada e consegue movimentar o carro apenas com eletricidade em determinadas situações.

Com 1.699 kg, o Haval H6 HEV2 não parece candidato a arrancadas rápidas, mas chega aos 100 km/h em 7,9 segundos graças à combinação dos motores a gasolina e elétrico.

Nas ruas, em baixa velocidade, o H6 aproveita o motor elétrico para sair do lugar sem depender imediatamente da gasolina, mas basta exigir mais força para que o motor a combustão entre em ação, algo importante em um veículo desse peso e que ajuda a explicar por que o desempenho não fica limitado pela preocupação com o consumo.

O câmbio automático híbrido DHT tem duas marchas e envia a força para as rodas dianteiras, enquanto a combinação entre os motores permite respostas rápidas nas acelerações e ultrapassagens, sem exigir que o motorista escolha manualmente quando cada um deve trabalhar.

O Haval H6 HEV2 não tenta esconder seu tamanho, são 4,70 metros de comprimento, 1,88 metro de largura, 1,73 metro de altura e 2,73 metros entre os eixos, medidas que ajudam a explicar por que há espaço para três adultos no banco traseiro sem que o passageiro do meio precise disputar tanto espaço para os pés.

Com 1.699 kg, o Haval H6 HEV2 não parece candidato a arrancadas rápidas, mas chega aos 100 km/h em 7,9 segundos graças à combinação dos motores a gasolina e elétrico.

O piso traseiro quase plano facilita a acomodação de quem viaja no centro, enquanto o porta-malas de 560 litros permite carregar malas e objetos de uma família sem transformar cada viagem em uma negociação sobre o que deve ficar em casa, com a abertura elétrica da tampa dispensando o esforço de levantá-la manualmente.

O tamanho também aparece quando chega a hora de abastecer, já que o tanque comporta 61 litros de gasolina e o consumo informado é de 14,7 km/l na cidade e 11,4 km/l na estrada, números que mostram uma característica dos híbridos plenos, capazes de aproveitar melhor o motor elétrico no trânsito urbano, onde há mais saídas, paradas e trechos em baixa velocidade.

A autonomia divulgada é de 358 quilômetros na cidade e 428 quilômetros na estrada, enquanto o consumo urbano é superior ao rodoviário, uma diferença que chama a atenção de quem está acostumado a ver carros convencionais gastarem mais combustível nas ruas do que nas rodovias.

O motor 1.5 a gasolina entrega 150 cv, enquanto o elétrico desenvolve 177 cv, com potência combinada de 243 cv e torque de 55 kgfm, força suficiente para movimentar o SUV de 4,70 metros.

A GWM aproveitou a atualização para mexer em pontos que o motorista percebe antes mesmo de ligar o carro, começando pela grade dianteira redesenhada, pelos faróis de neblina substituídos por luzes de LED de longa distância e pelas rodas de liga leve que passaram a receber pintura preta.

A transformação continua no interior, onde a tela multimídia cresceu para 14,6 polegadas, o volante ganhou um aro mais grosso e a alavanca que seleciona as posições de condução e estacionamento foi transferida para trás do volante, liberando a região central de um comando que costuma ocupar espaço.

A atualização trouxe multimídia de 14,6 polegadas, volante mais grosso e seletor de marchas atrás do volante, enquanto o painel pode mostrar o mapa sem depender da tela central.

O sistema oferece Android Auto e Apple CarPlay, mas há uma solução que merece atenção especial durante a viagem, já que o quadro de instrumentos consegue mostrar o mapa do percurso diretamente à frente do motorista, diminuindo a necessidade de olhar para a tela multimídia ao procurar a próxima saída ou conversão.

As mudanças também chegaram a uma parte menos visível do carro, com novos amortecedores e batentes nas suspensões, componentes que melhoraram a dirigibilidade e ajudam um SUV de quase 1,7 tonelada a lidar com os movimentos da carroceria durante a condução.

Uma das funções mais curiosas do Haval H6 HEV2 aparece justamente em uma situação que costuma exigir atenção redobrada nas estradas, quando o motorista precisa ultrapassar um caminhão e o carro aumenta automaticamente em 30 centímetros sua distância lateral do veículo maior.

O recurso procura deixar mais espaço entre os dois veículos durante a passagem, enquanto a chave também oferece uma função de pânico que permite disparar a buzina, algo simples, mas útil para chamar atenção em uma situação de emergência.

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O H6 ainda tem uma particularidade importante para quem acompanha a expansão dos carros chineses no Brasil, já que sua produção em Iracemápolis, no interior de São Paulo, colocou o modelo dentro da indústria nacional e abriu caminho para uma versão flex, embora o HEV2 avaliado utilize gasolina.

A presença nas ruas ajuda a dimensionar o tamanho dessa operação, pois o H6 registrou 6.151 unidades vendidas em agosto de 2026, ocupou a décima posição na classificação geral de automóveis e manteve a liderança entre os híbridos plenos.

Por R$ 224 mil, o comprador encontra um SUV que reúne aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos, espaço para cinco ocupantes, porta-malas de 560 litros, equipamentos atualizados e consumo urbano de 14,7 km/l, mas sua característica mais particular continua sendo a maneira como transforma o trânsito da cidade em uma oportunidade para usar eletricidade e reduzir a dependência do motor a gasolina.

Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.

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