A Hyundai encontrou uma maneira de pagar menos imposto sobre HB20 e Creta 2027, mas quem vai comprar os carros também terá de aceitar uma mudança debaixo do capô, já que o motor 1.0 turbo perdeu 5 cv, passou a entregar a mesma potência com gasolina e etanol e deixou os dois modelos um pouco diferentes daqueles que estavam nas concessionárias até então.
A mudança parece pequena quando se olha apenas para a ficha técnica, mas envolve uma decisão que atinge o hatch, o sedan HB20S e o SUV Creta, todos equipados com o motor 1.0 TGDI, que antes entregava até 120 cv com etanol e agora desenvolve 115 cv com qualquer um dos combustíveis.

O motivo está nas regras do IPI Verde, que passaram a considerar a potência do veículo no cálculo do imposto, criando um limite importante de 85 kW, aproximadamente 115,6 cv, e levando a Hyundai a ajustar o motor para ficar abaixo dessa marca e evitar o adicional cobrado na faixa superior de potência.
Não foi necessário trocar o motor ou fazer uma grande mudança mecânica, pois a fabricante alterou seu gerenciamento eletrônico, mantendo os 17,5 kgfm de torque e o câmbio automático de seis marchas, uma solução que já havia sido adotada no Hyundai i20.
No HB20 2027, a mudança atinge as versões turbo Limited e Platinum, enquanto as configurações com motor 1.0 aspirado continuam entregando 80 cv com etanol e 75 cv com gasolina, com torque de 10,2 kgfm e 9,6 kgfm, respectivamente, sempre acompanhadas do câmbio manual de cinco marchas.
O hatch continua disponível nas versões Comfort, Limited e Platinum, com preços públicos sugeridos de R$ 96.140 para o Comfort 1.0 manual, R$ 100.290 para o Limited 1.0 manual, R$ 122.690 para o Limited 1.0 TGDI automático e R$ 132.490 para o Platinum 1.0 TGDI automático.

Quem entrar em uma concessionária durante a campanha comercial poderá encontrar valores menores, já que o Limited turbo foi anunciado por R$ 115.690 e o Platinum por R$ 126.490, ofertas com validade informada até 7 de outubro de 2026 e que não alteram os preços públicos sugeridos.
O HB20 também mantém as medidas conhecidas, com 4,015 metros de comprimento, 1,72 metro de largura, 1,47 metro de altura e 2,53 metros de distância entre os eixos, enquanto o porta-malas continua recebendo 300 litros de bagagem.
A lista de equipamentos varia conforme a versão e pode incluir seis airbags, central multimídia com conexão sem fio, painel digital, sistema Bluelink, chave presencial, câmera de ré, ar-condicionado digital, frenagem autônoma e assistentes de permanência e centralização em faixa, sem novidades importantes no interior com a chegada da linha 2027.

O HB20S acompanha a mudança mecânica do hatch, mantendo as opções de motor 1.0 aspirado e 1.0 turbo, mas com os mesmos 115 cv na configuração TGDI, enquanto a versão Limited automática tem preço público sugerido de R$ 128.990 e foi anunciada em promoção por R$ 121.990.
Para quem precisa carregar malas, compras ou equipamentos de trabalho, o sedan continua oferecendo um porta-malas de 475 litros, capacidade 175 litros maior que a do hatch, sem que a redução de potência tenha provocado mudanças nas dimensões dos modelos.
A história do Creta 2027 é mais movimentada porque a Hyundai não se limitou a mexer no motor, reorganizando a família do SUV, alterando as configurações mais caras e trazendo de volta uma versão de entrada que custa menos que o HB20 Platinum turbo.
O Creta Action retorna ao catálogo com preço público sugerido de R$ 119.990, motor 1.0 TGDI de 115 cv, torque de 17,5 kgfm e câmbio automático de seis marchas, ficando abaixo do Comfort e voltando a atender principalmente compradores por vendas diretas e pessoas com deficiência.
Para o público PcD, a Hyundai anunciou o Action por R$ 106.239 com isenção de impostos, uma diferença de R$ 13.751 diante do preço público sugerido, embora o valor dependa das condições específicas dessa modalidade de compra.
A economia na aquisição vem acompanhada de uma lista de equipamentos mais curta, pois o Action não oferece central multimídia e deixou de contar com iluminação ambiente, mantendo seis airbags, assistente de partida em rampa, câmera de ré com linhas dinâmicas, monitoramento da pressão dos pneus, alerta de presença no banco traseiro, chave presencial Smart Key e painel digital de 10 polegadas.
É nessa versão que a perda de potência aparece também nos números de desempenho, com a aceleração de 0 a 100 km/h passando de 11,6 para 11,8 segundos, enquanto a velocidade máxima foi reduzida de 180 para 176 km/h.
A diferença de dois décimos de segundo na aceleração e de 4 km/h na velocidade máxima não muda a categoria do veículo, mas mostra que a alteração feita para atender à tributação não ficou restrita a um número na ficha técnica.
Acima do Action, as versões Comfort, Limited e Platinum continuam utilizando o 1.0 TGDI recalibrado, enquanto Ultimate e N Line passaram a formar a família equipada com o motor 1.6 TGDI flex, que desenvolve 176 cv com gasolina e 173 cv com etanol.
O 1.6 turbo entrega 27 kgfm de torque e trabalha com transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas, conjunto que passou a equipar também o Creta N Line, anteriormente oferecido com o motor 1.0 turbo.
Com essa divisão, o comprador encontra duas propostas mecânicas na mesma família, já que as versões de entrada e intermediárias ficam com os 115 cv do 1.0 turbo e as configurações mais caras recebem o 1.6 turbo de até 176 cv.
Na tabela publicada pelo AUTOO em 18 de setembro de 2026, o Creta Action aparece por R$ 119.990, o Comfort por R$ 139.590, o Limited por R$ 149.990, o Platinum por R$ 168.990, o Ultimate por R$ 201.590 e o N Line por R$ 206.990.
Os preços intermediários, entretanto, apresentam divergência entre as publicações, pois a Autoesporte informou em 16 de setembro valores de R$ 156.590 para o Comfort, R$ 173.390 para o Limited e R$ 188.990 para o Platinum, mantendo os mesmos preços do Action, Ultimate e N Line.
A Hyundai também anunciou o Creta Comfort por R$ 131.990 em condição comercial que exige um veículo usado na troca, uma modalidade diferente da compra pelo preço público sugerido e que precisa ser considerada antes de comparar os valores encontrados nas ofertas.

O SUV continua com porta-malas de 422 litros, enquanto o HB20 hatch oferece 300 litros e o HB20S chega a 475 litros, uma diferença que mostra como o sedan pode carregar mais bagagem que o utilitário esportivo, mesmo custando menos em determinadas versões.
A linha 2027 deixa, portanto, uma situação pouco comum nas concessionárias, com HB20, HB20S e Creta recebendo um motor turbo menos potente para atender às novas regras tributárias, enquanto o SUV recupera uma configuração mais acessível e concentra o motor mais forte nas versões que ultrapassam R$ 200 mil.
Para o consumidor, o resultado aparece em três lugares diferentes, na ficha técnica que agora mostra 115 cv, na tabela de preços que inclui novamente o Creta Action por R$ 119.990 e na escolha entre levar um modelo 1.0 turbo mais barato ou avançar para as configurações 1.6 turbo, com 176 cv e preços acima de R$ 200 mil.

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