A Ram Dakota está prestes a transformar o cenário das picapes médias na América do Sul. Derivada da Fiat Titano e montada na fábrica de Córdoba, na Argentina, a caminhonete é apontada como o próximo passo estratégico da Stellantis para ocupar um espaço de destaque em um segmento competitivo. O plano é revelar a versão definitiva no Salão do Automóvel de São Paulo, previsto para abrir as portas em 22 de novembro de 2025, antes de iniciar as vendas oficialmente em fevereiro de 2026 no Brasil.
O projeto carrega uma dinâmica regional já conhecida da montadora. Produtos fabricados na Argentina costumam chegar primeiro ao mercado local, como ocorreu com o Peugeot 208, o 2008 e o Fiat Cronos. Seguindo a mesma lógica, a Dakota terá estreia comercial em solo argentino ainda em 2025, aproveitando a visibilidade e o apelo nacional antes de avançar para o mercado brasileiro no início do ano seguinte.
A decisão de apresentar a picape no evento paulista não é apenas estratégica, mas também simbólica. Trata-se do único salão automotivo de relevância no continente, um palco capaz de atrair tanto a imprensa quanto o público especializado da região. A exposição simultânea ao público brasileiro e à cobertura da mídia argentina oferece uma vitrine ampliada para a Stellantis consolidar a imagem da Ram como sinônimo de robustez e sofisticação.
No campo técnico, a Dakota trará o conhecido motor 2.2 turbodiesel, já aplicado em modelos como Rampage, Commander, Toro e Titano. Com 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque, será combinado a câmbios automáticos de oito ou nove marchas e tração integral 4×4. Embora sem novidades mecânicas radicais, o conjunto entrega confiabilidade e eficiência, elementos valorizados no segmento de utilitários.
Os números exatos de dimensões e capacidade de carga ainda não foram confirmados, mas a comparação direta com a Titano serve de referência: 5,33 metros de comprimento, 1,96 metro de largura, 1,85 metro de altura e 3,18 metros de entre-eixos. A caçamba, com 1.314 litros de capacidade e carga útil de 1.040 quilos, sugere que a Dakota não abrirá mão da funcionalidade. O diferencial estará no acabamento, já que a Ram aposta em uma proposta mais requintada.
Visualmente, a caminhonete traz linhas inspiradas na Changan Hunter, uma versão atualizada da F70 chinesa. A frente robusta ostenta a grade com o logotipo “Ram” em destaque, além de faróis de LED conectados por uma assinatura luminosa. Outros detalhes incluem pneus de uso misto, inscrição “turbo” no capô, pintura fosca, luzes auxiliares e elementos decorativos que reforçam o caráter aventureiro.
Ao posicionar a Dakota acima da Titano, a Stellantis sinaliza a intenção de oferecer um produto mais exclusivo, com atenção ao conforto, ao design e à experiência de condução. O modelo deve atender a consumidores que buscam uma picape para o trabalho, mas também como veículo de uso pessoal e de status, seguindo a fórmula que consagrou a marca em mercados como Estados Unidos e México. A expectativa é que a chegada da Dakota aqueça a disputa com rivais tradicionais, em um cenário onde a percepção de valor e tecnologia tem ganhado tanto peso quanto os atributos clássicos de robustez.
Fonte: Stellantis.