Renault Clio 2005 se destacou no mercado brasileiro como um dos hatches compactos mais versáteis de sua época. Disponível em diversas versões, ia do básico Authentique 1.0 até opções mais completas como Privilège e Dynamique, além da carroceria sedã. A linha oferecia motores 1.0 8V, 1.0 16V Hi-Power e 1.6 16V, inclusive na configuração flex, que começava a ganhar espaço no Brasil. O objetivo da Renault era atender desde o público que buscava economia até quem queria mais conforto e desempenho, mantendo preços competitivos frente a rivais como Fiat Palio, VW Gol e Chevrolet Celta.
Além da variedade mecânica, o Clio 2005 trouxe diferenciais importantes para a categoria, como airbags frontais e freios a disco ventilados em determinadas versões, além de bom nível de acabamento nas opções mais caras. O sedã ainda oferecia maior espaço interno e versões especiais, como a “O Boticário”. Esse conjunto consolidou o modelo como um dos carros de melhor custo-benefício de sua geração, agradando jovens, famílias pequenas e motoristas que buscavam equilíbrio entre preço, consumo e equipamentos.
O Renault Clio 2005 oferecia três conjuntos mecânicos principais no Brasil. O motor 1.0 8V entregava cerca de 58 cv, sendo a opção mais simples e focada na economia, já o 1.0 16V Hi-Power rendia aproximadamente 76 cv, garantindo melhor agilidade no uso urbano. No topo, o 1.6 16V Hi-Flex entregava até 115 cv, tornando o carro mais equilibrado em retomadas e viagens.
A transmissão manual de cinco marchas estava presente em todas as versões, sem opção automática. A calibração da caixa era elogiada pela precisão e pela boa relação de marchas, que favorecia tanto o consumo quanto o desempenho em trechos urbanos e rodoviários. As versões mais potentes com motor 1.6 aproveitavam melhor esse conjunto, oferecendo respostas mais rápidas em ultrapassagens.
Em termos de desempenho, o Clio 1.0 era adequado ao dia a dia, mas com limitações em estrada, especialmente carregado. Já as versões 1.6 garantiam rodar mais confortável e seguro em altas velocidades, com aceleração condizente com o segmento. Na época, o Clio era considerado ágil dentro da categoria dos compactos.
O Clio 2005 se destacava pelo baixo consumo, especialmente nas versões 1.0. No uso urbano, o hatch 1.0 fazia em média 11 a 12 km/l com gasolina, chegando a 15 km/l em estrada. Isso o colocava entre os modelos mais econômicos do período, ideal para motoristas que buscavam custo de uso reduzido.
A autonomia era um ponto positivo, já que o tanque de 50 litros permitia percorrer mais de 600 km sem reabastecimento nas versões 1.0. O 1.6, embora mais gastão, ainda oferecia médias razoáveis, variando entre 9 e 13 km/l conforme o uso. Esse equilíbrio garantia versatilidade, servindo bem tanto no trânsito urbano quanto em deslocamentos mais longos.
Para o dia a dia, o carro era econômico e fácil de manter, sendo um dos preferidos de frotistas e motoristas de aplicativo na época. Em viagens, sobretudo na versão 1.6, oferecia mais confiança para transportar família e amigos com conforto, sem comprometer tanto o bolso na hora de abastecer.
O Clio 2005 tinha capacidade para cinco ocupantes, com quatro portas nas versões mais procuradas. Apesar do porte compacto, oferecia espaço interno razoável para o segmento, sendo mais adequado a famílias pequenas ou uso individual. O porta-malas do hatch tinha cerca de 255 litros, enquanto o sedã ampliava significativamente essa capacidade, sendo mais prático para viagens.
Em termos de acabamento, as versões de entrada traziam simplicidade, enquanto as configurações Privilège e Dynamique ofereciam maior refinamento, com tecidos melhores, painel mais completo e opcionais como ar-condicionado e direção hidráulica. O nível de tecnologia embarcada era básico, mas competitivo frente aos rivais do período.
Na segurança, o Clio foi pioneiro ao oferecer airbags frontais já em versões populares, além de freios a disco ventilado e estrutura reforçada. Ainda que os itens fossem limitados perto dos padrões atuais, o modelo estava entre os mais completos em sua categoria em 2005.
Atualmente, o Renault Clio 2005 é encontrado no mercado de usados com preços acessíveis, variando conforme versão, estado de conservação e região. São valores aproximados:
Por ser um carro usado, é importante observar o histórico de manutenção, especialmente do motor 1.6, que exige cuidados com correia dentada e sistema de arrefecimento. Também vale conferir itens de suspensão, embreagem e estado do acabamento interno, que costuma apresentar desgaste.
Um dos principais pontos positivos do Renault Clio 2005 é o consumo, principalmente nas versões 1.0, que o tornam um carro barato de manter e ideal para o dia a dia. Mesmo nas versões mais fortes, o consumo se mantém dentro de padrões competitivos.
Outro aspecto elogiado é a dirigibilidade. O Clio sempre teve um comportamento dinâmico acima da média, com suspensão bem acertada e direção precisa, o que o tornava agradável de conduzir em diferentes situações. Isso o destacava entre os hatches compactos da época.
Por fim, a relação custo-benefício também é um destaque. O modelo oferecia equipamentos de segurança incomuns em sua categoria, versões variadas para diferentes perfis de consumidor e valores acessíveis tanto no preço de compra quanto na manutenção.
Entre os pontos negativos, o espaço interno limitado é uma das principais críticas. Apesar de confortável para quatro adultos, o quinto ocupante viajava com aperto, e o porta-malas do hatch era pequeno para famílias.
Outro ponto é a performance do motor 1.0 8V, considerado fraco em estrada, principalmente quando o carro estava carregado. Esse motor limitava o conforto em viagens longas, tornando ultrapassagens mais arriscadas.
Além disso, o desgaste natural de peças plásticas do interior e problemas de durabilidade em itens como suspensão e acabamento são comuns em exemplares usados. Isso exige cuidado extra na hora da compra, pois a manutenção pode elevar os custos se não for verificada com antecedência.
Fonte: Webmotors, OLX, Tabelacarros e Estadodeminas.