O Renault Kardian 2026 estreia sua versão de topo Iconic, substituindo a Première Edition lançada em 2024. A novidade traz mais equipamentos e recursos, com destaque para a nova central multimídia de 10,1 polegadas, maior e com resolução superior, além de suporte para câmera de ré. O quadro de instrumentos também cresceu para 10 polegadas, agora capaz de espelhar Waze, Google Maps e Apple Maps.
O crossover compacto recebeu ainda bancos em couro marrom exclusivos da versão Iconic, carregador de celular por indução estendido à versão Techno e novas funções de assistência à condução. Entre as mudanças de segurança, o radar no para-choque dianteiro foi substituído por uma câmera no para-brisa, permitindo frenagem emergencial contra pedestres e ciclistas. Há também faróis com comutação automática e quatro câmeras com guias dinâmicas para facilitar manobras.
Além dos itens de série, a Iconic pode ser equipada com teto bitom em prata e serviço de rastreamento em caso de roubo ou furto. Durante teste em percurso de mais de 200 km entre São Paulo e Itu, o modelo se destacou pelo comportamento em curvas e pelo câmbio automatizado de dupla embreagem com seis marchas.
O motor 1.0 turbo flex de três cilindros gera 125 cv e torque de 22,4 mkgf, o maior entre os propulsores dessa cilindrada quando abastecido com etanol. Na prática, isso se traduz em ultrapassagens mais rápidas em rodovias e respostas mais ágeis no uso urbano, reforçando a proposta de eficiência sem abrir mão de desempenho.
A faixa de preços do Kardian 2026 varia de R$ 113.690 a R$ 149.990, dependendo da versão. A nova cor Azul Iron e a pintura de dois tons complementam o pacote visual. O modelo se mantém competitivo frente aos SUVs compactos e mira consumidores que buscam tecnologia embarcada e dirigibilidade refinada.
O cenário internacional também evidencia a complexidade da transição energética. Na União Europeia, governos começam a rever os incentivos aos carros elétricos, percebendo que prazos curtos podem comprometer indústrias e cadeias de fornecimento. O brasileiro Matias Giannini, presidente da Horse Powertrain, lembra que mais da metade da produção mundial ainda dependerá de motores a combustão em 2040.
No Brasil, o programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação) é citado como modelo de equilíbrio. Ele garante incentivos à pesquisa, adota metodologia de contabilidade de carbono e aproveita a matriz energética limpa do país. Para especialistas, trata-se de um exemplo de como reduzir emissões sem prejudicar a competitividade industrial, em contraste com medidas apressadas adotadas em outros mercados.
Fonte: Otempo, Autoo e Renault.