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Renault Niagara 2026 vai aposentar a Oroch, essa picape de 4,94 metros, motor turbo de 160 cv e caçamba de 938 litros entra disputa com a Fiat Toro

Renault Niagara 2026 começa a ser produzida na Argentina para substituir a Oroch no Brasil, com motor 1.3 turbo de 160 cv, tração 4x4, caçamba de 938 litros e lançamento previsto para novembro.

Renault Niagara 2026 vai aposentar a Oroch, essa picape de 4,94 metros, motor turbo de 160 cv e caçamba de 938 litros entra disputa com a Fiat Toro

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Renault começa a fabricar na Argentina a picape que vai substituir a Oroch e disputar compradores com Fiat Toro, Ram Rampage e Chevrolet Montana, apostando em uma carroceria maior, motor turbo de 160 cv e versões com tração 4×4 para mudar sua posição no mercado brasileiro.

A fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, já conhece bem a história da Renault na América Latina, mas em 7 de outubro de 2026 começou um capítulo diferente, com a produção em série da Niagara, a 35ª linha de veículos da unidade argentina e a responsável por encerrar o ciclo da Oroch, picape que abriu caminho para a marca entre os modelos de passeio e as caminhonetes maiores.

A Renault começou a fabricar a Niagara na Argentina, picape que substituirá a Oroch no Brasil em novembro de 2026 e enfrentará Fiat Toro, Ram Rampage e Chevrolet Montana.
A Renault começou a fabricar a Niagara na Argentina, picape que substituirá a Oroch no Brasil em novembro de 2026 e enfrentará Fiat Toro, Ram Rampage e Chevrolet Montana.

A mudança começa pelo tamanho, já que a Niagara mede 4,94 metros de comprimento e tem 2,96 metros de distância entre os eixos, medidas que mostram como a Renault pretende deixar para trás o porte da Oroch e colocar sua nova picape na disputa com Fiat Toro, Chevrolet Montana e Ram Rampage, três nomes que já fazem parte das escolhas de quem precisa transportar carga sem abrir mão de um veículo familiar.

Para chegar até esse momento, engenheiros e técnicos trabalharam durante mais de cinco anos no projeto, com participação de equipes de desenho, desenvolvimento, fabricação e fornecedores, enquanto a fábrica argentina passou por 278 projetos de modernização e recebeu mais de 60 robôs para a produção das carrocerias, uma transformação que preparou Santa Isabel para fabricar a nova geração de picapes da marca.

O desenvolvimento também levou a Renault Niagara para longe das linhas de montagem, com mais de 800 mil quilômetros de testes de rodagem e 50 mil horas de avaliações em diferentes condições, um trabalho destinado a verificar a resistência, o desempenho e a durabilidade de um veículo que terá de enfrentar tanto o trânsito das cidades quanto estradas ruins e situações de transporte de carga.

A picape terá quatro versões no Brasil, com câmbio manual de seis marchas na entrada e dupla embreagem de seis marchas nas automáticas, incluindo a 4x4 Outsider.
A picape terá quatro versões no Brasil, com câmbio manual de seis marchas na entrada e dupla embreagem de seis marchas nas automáticas, incluindo a 4×4 Outsider.

Debaixo do capô estará um motor 1.3 turbo flex de até 160 cv e 27,5 kgfm de torque, combinado com câmbio manual de seis marchas ou transmissão automatizada de dupla embreagem conforme a versão, conjunto que coloca a nova Renault em uma disputa diferente daquela enfrentada pela Oroch e amplia as possibilidades para compradores que querem uma picape com motor turbo.

Quem pretende sair do asfalto encontrará uma opção específica na linha, pois a versão Outsider terá tração 4×4, permitindo distribuir a força do motor entre as rodas conforme o sistema de tração e as condições de uso, característica importante para quem passa por terrenos de terra, lama ou outros pisos nos quais uma picape com tração dianteira pode encontrar dificuldades.

Renault Niagara: A Oroch cresceu, ganhou motor turbo de 160 cv e agora quer enfrentar a Fiat Toro. Com 938 litros de caçamba e opção 4x4, a Renault finalmente resolveu entrar na briga das picapes.
Renault Niagara: A Oroch cresceu, ganhou motor turbo de 160 cv e agora quer enfrentar a Fiat Toro. Com 938 litros de caçamba e opção 4×4, a Renault finalmente resolveu entrar na briga das picapes.

A Renault também trabalhou naquilo que costuma determinar a compra de uma caminhonete, a caçamba, que na Niagara tem capacidade de 938 litros e suporta até 654 kg de carga, enquanto o limite de reboque chega a 710 kg, números que permitem transportar ferramentas, materiais e bagagens sem transformar o veículo em uma picape grande.

A preocupação com os passageiros aparece principalmente na parte de trás, onde o banco terá encosto reclinável e saídas próprias de ar-condicionado, dois detalhes que mostram a tentativa de aproximar a experiência de viajar na Niagara daquela encontrada em um SUV, especialmente quando a picape estiver com cinco ocupantes e bagagens na caçamba.

No painel, a diferença para a antiga Oroch também será evidente, com instrumentos digitais em uma tela de 10,2 polegadas e central multimídia de 10,1 polegadas, acompanhada de serviços do Google, enquanto o sistema Open RLink terá integração com Google Gemini e recursos como Multi-Sense e iluminação ambiente personalizável.

A lista de equipamentos também prevê câmera com visão de 360 graus, monitoramento de ponto cego e controle de velocidade adaptativo, tecnologias que aproximam a Niagara de veículos mais caros e tornam a nova picape interessante para motoristas acostumados a dirigir SUVs com assistências eletrônicas.

Quem viaja atrás ganha encosto com 25° de inclinação, saídas de ar e duas USB-C, além de um compartimento escondido de 36 litros atrás do banco traseiro da cabine.
Quem viaja atrás ganha encosto com 25° de inclinação, saídas de ar e duas USB-C, além de um compartimento escondido de 36 litros atrás do banco traseiro da cabine.

Antes mesmo de o público brasileiro conhecer todos os preços e versões, uma Niagara Iconic 4×2 automática já apareceu sem camuflagem em Curitiba, dando aos interessados a primeira oportunidade de observar o modelo que chegará comercialmente ao Brasil em novembro de 2026, quando a Renault deverá revelar a composição definitiva da linha nacional.

A fabricação argentina terá um papel que ultrapassa as fronteiras do país, pois mais da metade das unidades produzidas será destinada à exportação para outros mercados latino-americanos, dentro do plano futuREady, que prevê 14 novos modelos da Renault fora da Europa até 2030 e coloca Santa Isabel entre as fábricas importantes para essa expansão.

A fábrica de Santa Isabel recebeu mais de 60 robôs e passou por 278 projetos de modernização, enquanto a Niagara percorreu mais de 800 mil quilômetros de testes antes da produção.
A fábrica de Santa Isabel recebeu mais de 60 robôs e passou por 278 projetos de modernização, enquanto a Niagara percorreu mais de 800 mil quilômetros de testes antes da produção.

A transformação da Niagara não termina no lançamento brasileiro, já que a Renault prepara para 2027 uma configuração híbrida leve de 48 volts, com motor elétrico traseiro de 31 cv trabalhando em conjunto com o propulsor turbo, ampliando a variedade de conjuntos mecânicos de uma picape que começará sua trajetória com versões manuais, automáticas, 4×2 e 4×4.

Depois de anos convivendo com a Oroch, a Renault passa a ter uma picape maior, mais tecnológica e com capacidade de enfrentar rivais que já conquistaram compradores brasileiros, mas ainda falta uma informação capaz de mudar toda essa disputa, o preço, que mostrará se os 160 cv, a caçamba de 938 litros e a opção 4×4 serão suficientes para convencer alguém a deixar uma Fiat Toro, uma Ram Rampage ou uma Chevrolet Montana pela nova Niagara.

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