Desde os primeiros vazamentos visuais até os registros técnicos nos arquivos governamentais australianos, a reestilização da Toyota Hilux consolida uma visão clara: tornar-se uma picape mais moderna, eficiente e competitiva. Nesse movimento, o modelo não será uma geração completamente nova, mas uma transformação profunda da oitava geração, lançada em 2015, elevando seu status no segmento.
As imagens obtidas via perfil Cars Secrets mostram uma dianteira remodelada, com vincos acentuados e presença inspirada nos SUV-picape da Toyota. As laterais incorporam rodas redesenhadas e novos frisos, enquanto a traseira adota lanternas redesenhadas, parachoque redesenhado e tampa de caçamba inédita. No interior, patentes da Tailândia revelam semelhanças com o novo Land Cruiser: telas ampliadas para painel e multimídia, console central mais robusto e uma sensação de cabine mais parruda.
Tecnicamente, sai de cena os motores 2.7 a gasolina e 2.4 turbodiesel. A aposta global recai sobre o 2.8 turbodiesel, que no Brasil já rende 204 cv e 51 mkgf. Mas há um diferencial decisivo: a adoção da tecnologia híbrida-leve de 48 V, batizada de “V-Active”, que associa motor de arranque e alternador ao motor principal. O sistema ativa assistências elétricas em momentos-chave, usando bateria de íon-lítio recarregada durante a condução.
Outro ponto estratégico: a carroceria com cabine estendida desaparece, enquanto versões com transmissão automática e tração 4×4 se tornam mais acessíveis em gamas intermediárias. Ainda persistirão versões manuais de seis marchas e tração traseira, mas em número menor. Essa racionalização busca equilibrar oferta, custo e apelo de mercado.
Os documentos de registro na Austrália sugerem que o lançamento pode ocorrer já no Salão de Bangkok em novembro de 2025 — local simbólico, dada a importância da Tailândia como mercado e palco dos primeiros flagras. A estratégia seria reforçar o protagonismo da Hilux no mundo antes de desembarcar no Brasil com novidades substanciais.
Essa Hilux redesenhada não busca apenas impor visual, mas posicionar-se como referência tecnológica. Ao aliar motor robusto e economia com um sistema híbrido-leve, ela sinaliza que as picapes podem “falar” linguagem moderna sem abrir mão da força. O passo seguinte será observar como isso se traduzirá nos preços e no apelo entre os rivais já consolidados.
Fonte: Motorshow.