A fábrica central da Volkswagen em Wolfsburg deixará de produzir carros com motores a combustão a partir de 2027. A decisão representa um passo concreto na transição da montadora alemã para a eletrificação de sua linha de produção, em resposta à crescente demanda por veículos elétricos e à pressão por metas ambientais mais rígidas na Europa e no mundo. O processo de reestruturação vem sendo planejado desde 2023 e tem impacto direto na estratégia da empresa para a próxima década.
Pontos Principais:
Modelos tradicionais da marca, como Golf, Tiguan, Tayron e Touran, atualmente fabricados em Wolfsburg, serão gradualmente transferidos para outras plantas, incluindo unidades no México. A fábrica histórica da empresa, que simboliza décadas de produção com base em motores térmicos, será dedicada exclusivamente à montagem de veículos elétricos como o ID.2 e a nova geração do T-Roc e do Golf, todos baseados em plataformas elétricas avançadas.
O plano da montadora é reduzir gradualmente os postos de trabalho ligados à produção convencional, promovendo programas de qualificação para seus funcionários. Até 2025, a empresa pretende treinar 22 mil trabalhadores para atuar no novo processo produtivo baseado em mobilidade elétrica. A transformação não se limita a tecnologias de motorização, mas atinge diretamente o modelo industrial e o perfil técnico dos empregados da companhia.
Como parte do processo de transição, a Volkswagen também enfrenta a necessidade de se tornar mais competitiva frente a fabricantes chineses, que vêm ganhando espaço no mercado europeu com veículos elétricos mais acessíveis e inovadores. Para isso, a empresa busca eficiência, corte de custos e maior agilidade na resposta às tendências globais do setor automotivo.
A decisão de concentrar a produção elétrica em Wolfsburg acompanha uma movimentação mais ampla dentro do Grupo Volkswagen. A fábrica deve se tornar um centro de referência para eletrificação, com instalações modernizadas e processos otimizados para lidar com volumes crescentes de veículos elétricos. A expectativa é que essa centralização traga ganhos de escala e sinergia em toda a cadeia produtiva da marca.
Nos bastidores, a mudança é acompanhada por um pacote de desligamentos voluntários. Estima-se que até 35 mil postos de trabalho na Alemanha sejam eliminados até 2030, dos quais cerca de 20 mil já aderiram ao plano de saída. O foco agora é remodelar o quadro de funcionários com profissionais alinhados às competências exigidas na nova era elétrica da montadora.
A fábrica de Wolfsburg, que representa o coração simbólico e técnico da Volkswagen, passará por uma transformação estrutural nos próximos anos. A montadora aposta nesse movimento como resposta à necessidade urgente de adaptação ao novo cenário global da indústria, sem fazer concessões ao legado de sua tradição na produção de motores a combustão.
Fonte: Wikipedia, UOL e Terra.