A Volkswagen Amarok está vivendo seus últimos meses antes de trocar de geração, mas a despedida acontece de duas maneiras bem diferentes, enquanto a fabricante prepara uma edição especial limitada a 200 unidades no Brasil, empresas e produtores rurais encontram descontos de quase R$ 88 mil nas versões Highline e Extreme, uma combinação que coloca a velha conhecida das estradas brasileiras entre a vontade de comprar uma picape V6 agora e a expectativa de conhecer o que virá em 2027.
A história começou em 2010, quando a Amarok passou a ser fabricada na Argentina e entrou na disputa com picapes que já tinham seu lugar nas fazendas, nas estradas e nas garagens brasileiras, depois vieram mudanças no visual, novos equipamentos e o motor V6 turbodiesel, que ajudou a transformar a Volkswagen em uma das escolhas de quem queria uma caminhonete capaz de trabalhar durante a semana e viajar com a família no fim de semana.

Agora, a fábrica de General Pacheco se prepara para receber uma nova Amarok, enquanto a geração atual ganha uma despedida com nome próprio, a Unlimited, apresentada inicialmente na Argentina durante a Exposición Rural de Buenos Aires, com previsão de lançamento naquele país em setembro de 2026 e produção limitada a 500 unidades.
No Brasil, a Volkswagen confirmou uma edição ainda mais restrita, com apenas 200 exemplares numerados, todos baseados na configuração Extreme e pintados na cor cinza Moonstone, com grade frontal preta, alargadores de para-lamas em preto brilhante, estribos laterais, para-choque traseiro preto fosco e adesivos exclusivos nas laterais, além das rodas de 20 polegadas com acabamento diamantado e fundo escuro.
A edição argentina foi apresentada com pintura cinza vulcão e outros elementos escurecidos, incluindo o santantônio e as capas dos retrovisores, enquanto a brasileira mantém a proposta de dar uma aparência própria à última série especial da geração atual, sem transformar a Amarok em uma picape completamente diferente daquela que os compradores já conhecem.

A despedida também aparece nos pequenos cuidados com o uso diário, como os amortecedores que ajudam a levantar o capô e a tampa da caçamba, a capota marítima de série e os tapetes de borracha reforçada, equipamentos que fazem diferença quando a caminhonete precisa carregar bagagem, ferramentas ou simplesmente enfrentar a rotina de quem abre e fecha a caçamba várias vezes por dia.
No interior, a série Unlimited apresentada na Argentina traz bancos ergoComfort revestidos de couro microperfurado, aquecimento e ajustes elétricos, central multimídia VW Play de 9 polegadas com espelhamento de celulares, entradas USB-C para os passageiros traseiros e luzes de cortesia nas portas dianteiras que projetam o nome da versão no chão, enquanto uma placa metálica posicionada atrás da alavanca de câmbio identifica o número de cada veículo produzido.
Debaixo do capô, a edição brasileira mantém o conhecido motor 3.0 V6 turbodiesel, com 258 cv e até 272 cv durante a atuação do overboost, recurso que aumenta temporariamente a potência, enquanto os 59,1 kgfm de torque passam pelo câmbio automático de oito marchas e pela tração integral permanente, preservando o conjunto mecânico que fez parte da identidade da Amarok nos últimos anos.

Quem escolher uma das 200 unidades brasileiras também poderá encomendar a blindagem homologada pela Volkswagen, feita por parceiros autorizados com peças modeladas em 3D, procedimento que preserva a garantia de fábrica e acrescenta uma possibilidade de personalização à série especial.
Mas existe outra história acontecendo nas concessionárias, longe das placas numeradas e dos detalhes exclusivos da Unlimited, porque setembro de 2026 trouxe uma redução de 22% nos preços da Amarok para empresas e produtores rurais, colocando as versões Highline e Extreme em uma faixa de valores bastante diferente daquela encontrada nas vendas convencionais.
A Amarok Highline V6 automática tem preço público de R$ 376.890, mas aparece nas vendas diretas para CNPJ por R$ 293.974,20, uma redução de R$ 82.915,80 que mantém faróis em LED, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, câmera de ré, bancos dianteiros com ajustes elétricos e rodas de liga leve.
A Amarok Extreme V6 automática parte de R$ 399.890 para o público geral e cai para R$ 311.914,20 na condição destinada a empresas e produtores rurais, diferença de R$ 87.975,80 que permite comprar a versão mais equipada por um valor inferior ao preço público da própria Highline, levando também rodas de desenho específico, santantônio e detalhes externos exclusivos.
Os valores foram enviados em 4 de setembro de 2026 por um consultor de vendas diretas da Volkswagen em São Paulo, portanto representam as condições comerciais divulgadas naquele momento, e não uma promessa de que qualquer comprador poderá entrar na concessionária e receber automaticamente os mesmos 22% de abatimento.

Para quem pretende comprar a Amarok antes da troca de geração, a situação apresenta uma escolha pouco comum, porque a Unlimited aposta na exclusividade de uma série de despedida com apenas 200 unidades brasileiras, enquanto Highline e Extreme colocam o motor V6 e a tração integral ao alcance de empresas e produtores rurais por preços reduzidos, sem que o valor oficial da edição especial tenha sido apresentado nas informações disponíveis.
A explicação para essa despedida está na própria Argentina, onde a Volkswagen prepara um investimento de US$ 580 milhões, aproximadamente R$ 3,19 bilhões na conversão divulgada, para reorganizar a fábrica de General Pacheco e produzir uma nova geração da caminhonete, conhecida internamente como Projeto Patagônia.
A futura Amarok deixará a plataforma de origem europeia para adotar uma base derivada de um projeto da parceira chinesa SAIC, compartilhada com a Maxus Interstellar X, embora a Volkswagen prepare desenho próprio para sua caminhonete e tenha indicado que metade dos componentes será desenvolvida no Brasil, em um trabalho voltado às necessidades do mercado sul-americano.

A mudança poderá ser percebida até por quem não acompanha os nomes das plataformas, porque a picape chinesa usada como referência mede 5,55 metros de comprimento, cerca de 30 centímetros a mais que a Amarok atual, enquanto a construção prevista combina chassi de longarinas com uma estrutura em que a parte dos passageiros se une à caçamba.
O futuro da caminhonete também passa pela eletrificação, já presente nos planos de concorrentes como Toyota Hilux e Ford Ranger, enquanto a Volkswagen prepara sua resposta para uma categoria em que força, capacidade de trabalho e tecnologia terão de dividir espaço com novas formas de reduzir o consumo de combustível.

A nova Amarok já apareceu camuflada durante a Festa do Peão de Barretos e tem estreia prevista para 2027, encerrando o ciclo de uma caminhonete que atravessou mais de uma década de mudanças no mercado brasileiro e chega aos últimos meses de produção com duas notícias capazes de atrair compradores por motivos diferentes, uma série limitada para quem deseja guardar um exemplar da primeira geração e descontos de até R$ 87.975,80 para quem prefere levar uma V6 para casa antes que a próxima ocupe seu lugar.
Com informações da Vwnews e QuatroRodas.


