A Chevrolet S10 entrou em campo para a temporada 2026 sem grandes mudanças de visual, mas com reforços importantes na escalação. A picape da GM manteve posição de titular entre as três mais vendidas do Brasil, com mais de 16 mil unidades emplacadas no ano, ficando atrás apenas de Toyota Hilux e Ford Ranger. No ataque, as novidades chegaram em forma de tecnologia, reforçando a estratégia para seguir competitiva.
O modelo de cabine simples e a versão WT ganharam alerta de ponto cego, vigia traseiro com desembaçador, botão para desligar o airbag do passageiro e alerta de tráfego cruzado. Quando escalada com câmbio automático, a WT ainda recebeu alerta de colisão iminente com frenagem autônoma. Já a LTZ e a High Country, que jogam em um nível acima, agora contam com assistente ativo de permanência em faixa, capaz de corrigir a rota diante de uma saída involuntária.
Nos números, a S10 mostra porque ainda tem torcida fiel. A capacidade de carga de 1.076 kg supera as rivais diretas, permitindo transportar peso sem perder o ritmo. O fôlego na estrada também impressiona: segundo o Inmetro, são 912 km de autonomia com um tanque cheio, contra 800 km da Hilux e 816 km da Ranger. O assistente de farol alto entra como aliado para quem dirige à noite, somando comodidade e segurança.
A S10 também leva vantagem na leveza, com 2.074 kg na versão LTZ, abaixo dos 2.266 kg da Ranger e 2.090 kg da Hilux, o que ajuda na dirigibilidade. O sistema de alerta de tráfego traseiro é outro diferencial importante, especialmente em manobras apertadas de estacionamento, onde reduz riscos de colisão.
Mas a picape também mostra falhas de marcação. O sistema de freio traseiro continua a tambor, diferente das rivais que já usam discos, o que pode comprometer em situações de maior exigência. Quem ocupa o banco de trás também sofre: não há saída de ar-condicionado, algo presente em Ranger e Hilux.
No terreno irregular, a S10 joga em desvantagem. Os ângulos de entrada e saída ficam abaixo das concorrentes, dificultando trilhas mais pesadas. Na cidade, a autonomia também cai: 676 km contra 712 km da Ranger e 744 km da Hilux. O vão livre de 22,5 cm é outro ponto crítico, bem inferior aos 32,3 cm da Toyota, que lida melhor com obstáculos fora de estrada.
O balanço mostra uma picape que sabe entregar resultados em estrada e carga, mas que precisa de ajustes para encarar rivais em situações urbanas e de off-road. Mesmo assim, a S10 2026 continua no jogo, buscando manter sua base de torcedores e o espaço no mercado de utilitários médios.
A linha 2026 da Chevrolet S10 parte da versão WT Chassi Cab, ideal para uso profissional e frotas, com preço aproximado de R$ 244 mil. Logo acima está a WT Cabine Simples, voltada ao trabalho diário, com caçamba ampla e equipamentos básicos, custando em torno de R$ 254 mil. Essas duas versões são as mais simples, focadas em quem precisa de robustez sem luxo.
A WT Cabine Dupla aparece em duas configurações: manual, por cerca de R$ 273 mil, indicada para quem busca espaço interno maior com economia, e automática, por aproximadamente R$ 293 mil, que oferece mais conforto no uso urbano e rodoviário. Já a Z71, com apelo aventureiro e visual diferenciado, está em torno de R$ 310 mil, pensada para consumidores que gostam de estilo off-road, mas sem abrir mão da versatilidade.
Subindo a gama, a LTZ se posiciona como versão equilibrada, com mais sofisticação e pacote tecnológico robusto, chegando a R$ 320 mil. A High Country, topo de linha, é voltada a quem deseja máxima tecnologia, acabamento refinado e equipamentos completos, custando cerca de R$ 335 mil. Há ainda a edição especial 100 Anos, de caráter comemorativo, oferecida por volta de R$ 326 mil, voltada para entusiastas e colecionadores que buscam exclusividade.
Fonte: Pressroom.