Entenda a diferença entre carro elétrico e híbrido

Com a chegada dos carros elétricos e híbridos no Brasil, uma dúvida comum entre os motoristas do país é saber a diferença entre eles.
Publicado por Alan Corrêa em Tecnologia dia 23/06/2022

Com a chegada dos carros elétricos e híbridos no Brasil, uma dúvida comum entre os motoristas do país é saber a diferença entre eles.

Aos poucos veículos do mundo todo estão se tornando mais sustentáveis e eficientes. Essas novas tecnologias vem despertado muita curiosidade e questionamentos também.

Veículos elétricos

O BMW iX é totalmente elétrico
O BMW iX é totalmente elétrico

Sabia que carro elétrico não tem câmbio? A rotação de um motor elétrico pode chegar a mais de 20 mil rpm. Assim, não é preciso colocar várias engrenagens para otimizar a performance do veículo. Uma única marcha pode trabalhar muito bem em baixas e altas velocidades.

Os puramente elétricos são considerados os mais avançados e eficientes, pois são os únicos que rodam o tempo todo no modo zero emissão – nem escapamento nem tanque de combustível eles têm.

EVs de última geração já possuem conjunto de baterias com longa autonomia, em alguns casos superior à de muitos carros Flex, oferecendo ainda melhor desempenho e bem menor custo de manutenção.

Veículos híbridos

A excelente dirigibilidade do Corolla Cross é garantida pelos motores. Para as versões XRV e XRX, a tecnologia híbrida garante máxima eficiência.
A excelente dirigibilidade do Corolla Cross é garantida pelos motores. Para as versões XRV e XRX, a tecnologia híbrida garante máxima eficiência.

Já os modelos híbridos possuem dois tipos de motores, um tradicional a combustão e um outro elétrico, para ajudar a poupar combustível, incrementar a performance e/ou gerar energia para o veículo. Costumam ser subdivididos em três categorias:

  • Híbrido leve – A tecnologia usa um motor-gerador ligado ao sistema elétrico do automóvel. É capaz de recuperar energia em frenagens, por exemplo, para armazená-la numa bateria extra. Este sistema, entretanto, não é capaz de fazer o veículo rodar apenas no modo elétrico, mas alivia o esforço do motor a combustão, melhorando ligeiramente a eficiência energética.
  • Híbrido pleno – O veículo possui dois tipos de motores, a combustão e a eletricidade, que podem trabalhar em conjunto ou individualmente. Esse gerenciamento é automático e pode variar bastante, como a disponibilidade de energia recuperada de desacelerações e frenagens armazenada numa pequena bateria, que é utilizada para alimentar temporariamente o motor elétrico. Nesta categoria, a bateria é recarregada através do motor a combustão.
  • Híbrido Plug-in – Possui uma arquitetura similar ao híbrido pleno, com dois tipos de motores, um movido a combustível e o outro a eletricidade. A diferença é que, nesta categoria, o veículo conta com mecanismos adicionais para permitir que ele possa ser carregado também numa tomada. Como possui uma bateria de porte intermediário, consegue rodar de pequenas até médias distancias no modo 100% elétrico.

Tendência no mundo todo

A rotação de um motor elétrico pode chegar a mais de 20 mil rpm. Assim, não é preciso colocar várias engrenagens para otimizar a performance do veículo. Uma única marcha pode trabalhar muito bem em baixas e altas velocidades.
A rotação de um motor elétrico pode chegar a mais de 20 mil rpm. Assim, não é preciso colocar várias engrenagens para otimizar a performance do veículo. Uma única marcha pode trabalhar muito bem em baixas e altas velocidades.

De acordo com a mais recente edição do anuário Global Electric Vehicle Outlook da IEA, a venda total de veículos 100% elétricos bateu recorde em 2021, com 4,9 milhões de unidades, mais do que o dobro do montante registrado no ano anterior. O maior mercado atual é o da China, onde 13% dos carros vendidos já rodam o tempo todo no modo zero emissão.

Outro levantamento, divulgado pela Nikkei Asia, aponta que 2021 foi o primeiro ano em que os carros elétricos ultrapassaram as vendas de híbridos no mundo.

Já estudo do BCG divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê que dois terços dos veículos vendidos no Brasil serão eletrificados até 2035, caso as empresas sigam por aqui tendências globais.

“Políticas voltadas à redução de emissões, maior conhecimento dos benefícios dos carros zero emissão e o aumento no preço dos combustíveis são fatores que contribuem para o maior interesse global pelos EVs, assim como a maior oferta de modelos e a redução da diferença de preço em relação aos demais tipos de automóveis”, explica Marcos Paiva, diretor de Estratégia de EVs da GM América do Sul.

*Com informações da Chevrolet.