A Fiat iniciou as vendas da Fiat Toro 2026 com aumento imediato de preços e elevou o valor de entrada da picape para R$ 159.490, após aplicar um reajuste linear de R$ 2.000 em todas as versões.
A mudança acontece num momento emblemático para o modelo, que se aproxima de completar dez anos no mercado brasileiro. Na prática, a Toro sobe de patamar sem mexer na mecânica, apostando em visual atualizado e mais equipamentos para justificar o novo posicionamento. Para quem acompanha o segmento, o efeito é claro, a picape ficou mais cara e passa a disputar espaço com modelos cada vez mais próximos em preço.
O aumento foi aplicado de forma uniforme. A versão Endurance 1.3 turbo flex agora custa R$ 159.490, enquanto a Freedom passou para R$ 169.490. A Volcano 1.3 turbo flex chegou a R$ 186.490, e a Ultra flex alcançou R$ 196.490, consolidando-se como a opção a gasolina mais cara da linha.
Nas versões a diesel, o cenário não é diferente. A Volcano 2.2 turbo diesel passou a R$ 210.490, enquanto a Ranch 2.2 turbo diesel chegou a R$ 228.490, o maior preço já praticado pela Toro desde o lançamento. Nesse nível, a picape deixa de ser uma escolha quase automática e entra num território onde o consumidor tende a comparar com opções maiores e mais potentes.
A Fiat associa o reajuste ao avanço no conteúdo de série. Um dos pontos mais relevantes é a adoção de freios a disco nas quatro rodas em toda a gama, uma correção que já era cobrada há anos. O freio de estacionamento eletrônico com função auto hold também passou a ser item padrão, trazendo mais conforto no trânsito urbano e modernizando o interior.
Mesmo a versão Endurance ficou mais bem equipada. Ela passa a oferecer quadro de instrumentos digital de 7 polegadas e faróis e lanternas full LED, itens que antes não apareciam desde a configuração mais básica. Nas versões intermediárias e superiores, a lista cresce com centrais multimídia maiores, ar-condicionado automático de duas zonas, carregador por indução e pacotes de assistências à condução, de acordo com a versão.
Ao dirigir, a sensação permanece a mesma. O motor 1.3 turbo flex segue com 176 cv e 27,5 kgfm, sempre ligado ao câmbio automático de seis marchas e tração dianteira. Já o 2.2 turbo diesel continua entregando 200 cv e 45,9 kgfm, combinado ao câmbio automático de nove marchas e à tração 4×4 com reduzida, conjunto que ainda faz diferença para quem usa a picape fora do asfalto.
O que não veio agora foi a eletrificação. O sistema híbrido leve de 48V, esperado por parte do público, ficou para a próxima atualização. Isso deixa a Toro 2026 mais moderna em aparência e conteúdo, mas ainda conservadora no conjunto mecânico.