Qualquer entusiasta pelo mundo automotivo já tem ou teve vontade de sentir um motor V8 com um ronco extremamente alto, ainda mais os apaixonados por carros antigos da Ford.
A gasolina não é problema para estas pessoas que buscam apenas um desejo: A realização. Quando falamos de veículos que fazem nossos sentidos aguçar, sem dúvidas o Ford Maverick está entre eles, isto desde seu lançamento até os dias atuais.
No final dos anos 60, a Ford americana decidiu aposentar seu modelo compacto de muscle car, o Falcon, pois o mesmo já estava muito defasado em comparação ao clássico e bem sucedido Mustang. Pensando nisso, no dia 17 de abril de 1969, a Ford lançou o Maverick como uma vertente mais suavizada do Mustang, ideal para jovens casais ou até mesmo para ser um segundo carro da família.
O Maverick era disponibilizado com opção de 15 cores e motores 2.8 ou 3.3, ambos contando com seis cilindros. Em seu primeiro ano de vendas, 579 mil unidades do veículo foram vendidas, superando até mesmo o Mustang.
Em 68, a General Motors decidiu entrar no mercado de carros médios de luxo trazendo, inclusive para o Brasil, o Opala, veículo este que fez a Ford necessitar de um veículo deste nicho para competir com a Chevrolet. Sabendo disso, reuniram 1.300 clientes e lhes mostraram três veículos (um deles o Maverick) do mercado mundial para trazer ao Brasil. O escolhido foi o Taunus, da Ford alemã, mas seu alto custo de produção e a necessidade de uma tomada rápida de decisão fizeram a Ford optar pelo Maverick, visto que o mesmo já contava com um motor de seis cilindros e o encaixe do mesmo se dava perfeitamente aos motores da Willys (montadora que a Ford começou a expandir seu nome no Brasil). Acontece que o motor Willys não coube no Maverick, sendo necessário redesenhar o motor por completo.
O primeiro Maverick produzido em território nacional deixou a linha de produção em 4 de Junho de 1973, contando com três versões: Super, Super Luxo e GT.
O modelo Super e Super Luxo apresentavam tanto os modelos de duas ou quatro portas, motor de 6 cilindros (que dois anos depois veio a ser substituído por um 2.3 de 4 cilindros) ou opcionalmente um de 8 cilindros em V, com câmbio manual de quatro marchas ou automático de 3. O Maverick GT foi o que mais chamou atenção a época por conta de seu design agressivo e notório motor V8 5.0 que poderia acelerar de 0-100 em menos de dez segundos.
Porém devido ao alto preço e a série de alterações que foram feitas no projeto original, o Maverick durou apenas 6 anos nas linhas de produção brasileiras, não sendo páreo em território brasileiro para o Opala.
Por mais que instantaneamente o Maverick não tenha sido um sucesso estrondoso de vendas no Brasil, o modelo deixou muita saudade na memória de todos os entusiastas por carros e apaixonados por motores V8.
Atualmente existem cerca de 7.000 Mavericks registrados em São Paulo, mas tendo a certeza de que grande parte deles estão em excelente estado de conservação e que seus donos são realmente apaixonados pela sensação que apenas seu V8 pode proporcionar.
Destes sete mil exemplares, 486 possuem a placa de identificação na coloração preta. O gasto com estes carros em muitas vezes são excessivos, podendo chegar até o infinito para se ter o veículo mais inteiro possível. Para quem realmente sente atração pelos motores V8 da década de 70, o maior retorno pelo investimento realizado no Ford Maverick é justamente a felicidade que o mesmo pode proporcionar!
O Ford Maverick, carro que foi o sonho de consumo dos jovens nos anos 1970, completou 45 anos de lançamento no Brasil. O cupê esportivo teve uma vida curta no mercado nacional, sendo produzido durante apenas seis anos, tempo suficiente para conquistar muitos fãs que até hoje admiram o seu carisma e estilo arrojado.
Claramente inspirado no Mustang, o Maverick foi lançado em 1969 nos Estados Unidos para concorrer com os carros europeus e japoneses. Ele tinha tamanho e preço menor comparado a outros modelos da marca e foi um sucesso imediato, com 579.000 unidades vendidas logo no primeiro ano.
Nessa época, a Ford buscava um veículo para completar sua linha no Brasil e ocupar o espaço existente entre o Corcel, de entrada, e o topo de linha Galaxie. O escolhido foi o Maverick. O esportivo com motor dianteiro e tração traseira foi apresentado ao público brasileiro no Salão do Automóvel de 1972 e chegou ao mercado no ano seguinte, produzido na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo.
O Maverick era oferecido inicialmente apenas na configuração cupê, de duas portas, nas versões Super, Super Luxo e GT, com duas opções de motor: 3.0 de seis cilindros em linha, de 112 cv, e V8 5.0, de 197 cv. Ambos podiam vir equipados com câmbio manual de quatro marchas com alavanca no assoalho ou automático de três marchas com comando na coluna de direção.
A versão GT, com motor V8 e câmbio manual, tinha produção limitada e contribuiu para marcar a esportividade da linha. No mesmo ano, o carro ganhou mais uma opção com o lançamento do sedã de quatro portas.
A imagem do Maverick também foi reforçada pela participação no “Raid da Integração Nacional”, uma grande aventura que rodou 17.000 km de Chuí até Brasília. Durante 24 dias, o veículo percorreu todas as capitais da época, passando por centenas de cidades do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil.
A crise do petróleo mudou radicalmente o perfil do mercado, que passou a priorizar a economia de combustível, deixando em segundo plano a potência dos veículos. Assim, em 1975 o motor de seis cilindros foi substituído por um modelo mais moderno e econômico, o 2.3 de quatro cilindros com comando de válvulas no cabeçote e 99 cv. Pouco depois, o modelo GT também passou a oferecer o mesmo motor 2.3 de série, tendo o V8 como opcional.
O Maverick também fez muito sucesso nas pistas, aproveitando seu porte e design aerodinâmico com preparações especiais que ampliavam a potência do poderoso motor V8. Grandes pilotos, como José Carlos Pace, comandaram o modelo em diferentes categorias, como o Campeonato Brasileiro de Turismo e provas de arrancada.
Até sair de linha em 1979, o Maverick somou 108.106 unidades vendidas no Brasil e continua a ser cultuado por fãs-clubes e colecionadores, principalmente na versão V8, que se tornou uma lenda entre os admiradores de carros antigos.