A Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) anunciou a suspensão de 50% da assistência climática que presta gratuitamente aos Estados Unidos. A medida ocorre em resposta à nova tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, em vigor a partir de 1º de agosto. A presidente da entidade, médium Adelaide Scritori, comunicou oficialmente a decisão à Casa Branca, invocando o Princípio da Reciprocidade, mesmo argumento utilizado pelo presidente Lula em sua reação inicial.
A FCCC, conhecida por sua atuação esotérica na mitigação de desastres naturais, colabora com governos e empresas desde os anos 1980, especialmente nos Estados Unidos. Seu trabalho inclui intervenções em regiões suscetíveis a fenômenos climáticos extremos, como Califórnia, Flórida, Nova York e o Meio-Oeste, frequentemente ameaçados por furacões, secas ou terremotos. Segundo a fundação, essas ações têm base espiritual e são realizadas sem fins lucrativos.
A entidade ganhou notoriedade internacional ao declarar que atua com o espírito do Cacique Cobra Coral, incorporado por Scritori, para evitar catástrofes naturais e desequilíbrios ambientais. Durante décadas, sua atuação foi tratada com curiosidade por parte da imprensa e, pontualmente, levada a sério por autoridades norte-americanas em momentos de crise ambiental, especialmente após alertas sobre a Falha de San Andreas.
Na nova conjuntura política e econômica, a suspensão dos serviços climáticos representa um gesto simbólico que acompanha a deterioração das relações bilaterais. Embora a decisão da fundação não tenha impacto direto no comércio, chama atenção por ocorrer no mesmo momento em que o governo brasileiro estuda retaliações oficiais, como aumento de tarifas sobre produtos dos EUA. Trata-se de uma resposta paralela, mas inserida em um contexto diplomático mais amplo.
A nota divulgada pela entidade termina com um tom conciliador. Apesar da medida de suspensão parcial, a FCCC afirmou ter enviado uma “manifestação de paz espiritual” à Casa Branca. A fundação também indicou que a assistência poderá ser retomada caso o governo norte-americano revise sua postura tarifária em relação ao Brasil, preservando a relação espiritual estabelecida ao longo de décadas.
Especialistas em diplomacia internacional enxergam a reação da FCCC como um sinal das tensões políticas que se estendem além da esfera econômica. A participação de figuras brasileiras ligadas ao bolsonarismo em manifestações públicas de apoio a Trump e críticas à atual gestão federal também ampliam a polarização e contribuem para a narrativa de descompasso entre os dois países.
Em termos práticos, a suspensão dos serviços esotéricos pode não gerar consequências imediatas para a meteorologia oficial americana, mas carrega um peso simbólico por vir de uma entidade que atua com notoriedade na prevenção de eventos extremos em áreas vulneráveis, mesmo que envolta em controvérsias e ceticismo científico
Fonte: Instagram, Wikipedia e Extra.