Carlos Eduardo de Souza Ribeiro foi preso na noite de 21 de maio após confessar o assassinato de Amanda Caroline de Almeida, sua ex-companheira. O caso ocorreu em Osasco, na Grande São Paulo, e foi registrado como feminicídio e ocultação de cadáver. A promotora de eventos de 31 anos estava desaparecida desde a madrugada de segunda-feira, 19 de maio, quando foi vista pela última vez ao se encontrar com o ex-marido.
Pontos Principais:
A vítima havia deixado os três filhos na casa do pai no domingo, antes de sair com uma amiga. Na volta, ao avistar o carro de Carlos nas imediações de sua residência, pediu para ser deixada a algumas quadras de casa. Não chegou a entrar em contato novamente com a família. O desaparecimento foi comunicado pelo pai da vítima no 4º Distrito Policial de Osasco no dia seguinte.
Inicialmente, Carlos negou envolvimento, alegando problemas mecânicos no carro e desconhecimento sobre o paradeiro de Amanda. No entanto, imagens obtidas por câmeras de segurança mostraram o suspeito e seu irmão transportando um volume envolto em manta até o porta-malas do veículo. Ao ser confrontado com o material, Carlos confessou ter matado Amanda por asfixia após uma discussão.
O inquérito conduzido pela Polícia Civil de Osasco evoluiu rapidamente após a coleta de provas visuais. As imagens mostraram os irmãos entrando na casa da vítima e saindo com o corpo. A partir dessas evidências, Carlos confirmou os fatos em depoimento e revelou que contou com a ajuda do irmão para levar o corpo até o Rio Tietê, onde foi abandonado.
O corpo de Amanda ainda não foi localizado. As buscas continuam com o apoio do Corpo de Bombeiros e equipes de mergulhadores. A perícia foi realizada no veículo utilizado no transporte do corpo, reforçando a linha investigativa das autoridades.
A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois suspeitos após audiência de custódia. Carlos Eduardo e seu irmão estão detidos na Delegacia Seccional de Osasco e permanecem à disposição da Justiça. O irmão, que aparece nos vídeos, foi preso na manhã de quinta-feira (22), um dia após a prisão de Carlos.
Amanda Caroline e Carlos Eduardo mantiveram um relacionamento por 16 anos e estavam separados desde março de 2025. Apesar da separação, mantinham contato frequente devido à criação dos três filhos, com idades de 14, 7 e 5 anos. Ambos atuavam em eventos, o que os levava a conviver mesmo após o término da relação.
Familiares da vítima relataram antecedentes de agressão. Uma prima apresentou à polícia fotos de hematomas em regiões do rosto e pescoço. Além disso, um amigo da vítima declarou que ela havia confidenciado ter sido agredida cerca de um mês e meio antes do crime, mas que não registrou ocorrência por receio de prejudicar os filhos.
Em novembro de 2024, o casal participou junto do quadro “Minha Mulher que Manda”, exibido pelo SBT. O episódio gerou comoção após a revelação de que ambos protagonizavam uma imagem pública de convivência harmoniosa, contrastando com o histórico apresentado nas investigações.
A morte de Amanda Caroline repercutiu nas redes sociais e entre amigos próximos. Uma das manifestações veio de Carol Mackert, publicitária e amiga da vítima, que usou suas redes para lamentar o crime e publicar mensagens de protesto contra a violência de gênero. “Parem de nos matar” foi uma das frases escritas em seu perfil.
Nas publicações, também foram lembrados momentos vividos com Amanda e os impactos de sua morte para os filhos. A comoção gerada pelo caso reforçou debates sobre a violência doméstica e a importância de denúncias e apoio institucional.
A SSP-SP foi procurada para comentar o andamento das investigações e a mobilização das equipes no resgate do corpo, mas não se pronunciou até o momento da publicação.